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Paciente do sexo feminino, de 61 anos de idade, comparece a uma unidade de saúde com dor abdominal, icterícia de caráter progressivo, com início há três meses, prurido generalizado pelo corpo e perda de 5 kg nesse período. Refere episódios de colúria e acolia fecal. Nega febre, calafrios ou outros sintomas. É tabagista ativa (50 maços/ano) desde os 20 anos de idade. É hipertensa, em uso de hidroclorotiazida e captopril. A paciente nega cirurgias prévias. Fez uso de contraceptivo hormonal oral combinado no passado, durante 30 anos. A paciente não tem história de câncer na família e, ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com sinais vitais estáveis e icterícia de mucosas conjuntivas e de pele. O abdome da paciente apresenta-se flácido, depressível, sem massas palpáveis, sem adenomegalias, sem sinais de defesa e de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais evidenciavam uma discreta anemia (hemoglobina = 10 g/dL), hiperbilirrubinemia às custas de direta (bilirrubina total = 6,1 mg/dL, bilirrubina direta = 5,1 mg/dL), assim como provas de colestase elevadas (fostatase alcalina = 550 U/L e gama-GT = 250 U/L). As sorologias para hepatite se mostraram negativas, com ALT e AST no limite superior da normalidade. A endoscopia digestiva alta da paciente apresentou um resultado normal. A ecografia de abdome evidencia dilatação da via biliar intrahepática, sem evidência de fator obstrutivo que a justifique. A vesícula biliar apresenta paredes finas, sem cálculos no respectivo interior e sem outras alterações no exame.

Com base no referido caso e considerando conhecimentos médicos relativos ao citado quadro clínico, julgue os itens a seguir.

A paciente tem como diagnóstico provável o colangiocarcinoma.
  • C. Certo
  • E. Errado