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Pedro da Silva Nava – Pedro Nava –, talvez o mais notável memorialista da literatura brasileira, dedicou-se originalmente à medicina. Graduado em 1928, em Belo Horizonte, o autor de Baú de Ossos fez brilhante carreira acadêmica. Foi Livre-Docente de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da então Universidade do Brasil (atual UFRJ), Catedrático e professor Emérito do Centro de Ciências Biológicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), professor Honoris Causa da Faculdade de Medicina de Barbacena. Pioneiro da Reumatologia no Brasil, Nava, certa vez, assim se deiniu: “Aprendi e ensino. Para servir, aceitei por três vezes encargos de administração médica - o que é ato heróico... equivalente ao daquele que se dispuser a caminhar descalço num serpentário! Clínico da roça, fui médico, operador e parteiro.”
  • A. Pode-se inferir que há, sobretudo, dois fortes laços de identidade e ainidade que vinculam Pedro Nava com a arte de Charles Chaplin; com a grandeza de seu personagem célebre, o “vagabundo”; com o elogio-manifesto poético de Drummond: uma profunda percepção humanista do homem e uma busca intensa de comunhão solidária com o semelhante.
  • B. É válido considerar que o traço comum que vincula, coerentemente, a Figura e os textos apresentados refere-se às limitações de talento artístico que Pedro Nava admite ter compensado com uma atitude sentimental no exercício da medicina.
  • C. Como célebre Memorialista que foi, Pedro Nava – assim como Chaplin e Drummond –, encontrava no passado as razões essenciais das agruras e injustiças da vida presente e das possibilidades de redenção no futuro.
  • D. Pode-se airmar que Pedro Nava atribuía à medicina que ele exercia poderes da força mística do pensamento positivo, do otimismo, contida na arte de Charles Chaplin e de Carlos Drummond de Andrade, o que lhe dava a “(…) certeza absoluta das suas possibilidades de sedar a Dor e retardar a morte.”.
  • E. É transparente o apreço de Nava pelo Vagabundo de Chaplin, que mantém em destaque em seu escritório, e pela arte poética de Carlos Drummond de Andrade, à qual humildemente se submete, quando airma que, no exercício da medicina, conservou de coração o que “lhe míngua de talento”.