TEXTO 6
Bilheteria de estação rodoviária e dois passageiros estão na fila para comprar passagem. O primeiro compreende o que faz, uma vez que realiza ato de rotina; o segundo, assustado, pela primeira vez compra uma passagem.
Fala o primeiro:
- Uma para Aparecida. Ida.
O segundo, ao chegar sua vez, não hesita:
- Uma para Ubatuba. Uba.
Esta singela anedota poderia ter muitos títulos; por exemplo: “o saber irrefletido”, ou “aprendizagem sem significação”, ou ainda, tal como está, “a perversa aprendizagem mecânica”, pois revela a tendência muito freqüente em nossas escolas de fazer do aluno um repetidor de saberes, desafiá-lo a aprender pela simples memorização, e não pelos caminhos da compreensão. Se os alunos aprendem atribuindo significados e percebendo de forma integral a mensagem, sabem usar esse saber; se memorizam como papagaios, pois a isto foram transformados pela aula recebida, repetem o que sabem e quando buscam aplicar seus saberes agem como o segundo passageiro.
Celso Antunes. Casos, fábulas, anedotas ou inteligências, capacidades, competências. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003, p.165-166. Adaptado.
No texto 6, o autor contrapõe:
duas correntes teóricas da Lingüística.
duas práticas pedagógicas.
duas fases do processo de aprendizagem.
duas correntes teóricas da Psicopedagogia.
dois procedimentos de avaliação.