Considerado o excerto da carta acima transcrito, há consistência na seguinte interpretação:
o missivista valeu-se de argumento de autoridade, pois lançou mão do testemunho de um renomado estudioso da língua, que lhe ofereceu argumentos para refutar a crítica implícita na reportagem: a mácompreensão do sentido de "banco".
o missivista, ao referir que é preconceituosa a denominação "antimendigo", valeu-se de um axioma, idéia evidente por si mesma, o que o dispensou de apresentar as razões da presença daquele tipo de banco na praça.
o missivista, bem compreendendo a crítica ao caráter preconceituoso do mobiliário público, acata a censura, mas o faz por dissimulação: minimiza sua importância ao tratar dela, no final do texto, como um mero adendo (A propósito).
o missivista apresentou um raciocínio falacioso ao não enfrentar diretamente o ponto polêmico ressaltado na matéria jornalística, desviando seus comentários para outro terreno.
o missivista refuta as críticas expressas na foto e no texto particularizando a defesa: rebate as objeções da foto tirando bom proveito da tautologia (presente no verbete do dicionário) e as do texto valendo-se da idéia de democracia no final da carta.