Medicina Especialidade Anestesiologia

Paciente, 29 anos de idade, refere ciclos menstruais irregulares, chegando a ficar seis meses sem menstruar. Nega uso de métodos anticoncepcionais. Vai ao consultório, pois está casada há cinco anos e não conseguiu engravidar desde então. Levou ultrassom transvaginal mostrando útero com 50 cm³, miométrio homogêneo, ovários aumentados de volume, com múltiplos folículos periféricos. Ao exame físico, obtiveram-se IMC = 28 kg/m², índice de Ferriman Gallwey = 14, acantose nigricans no pescoço. Apresenta abdome plano, sem massas palpáveis, indolor. Exame especular e toque vaginal sem alterações.

Nesse caso clínico, os critérios para definir o diagnóstico como síndrome de ovários policísticos

  • A. não são suficientes, já que é necessário dosar LH e FSH para avaliar se a relação entre os dois é 3:2.
  • B. não são suficientes, já que é necessário comprovar aumento de androgênios séricos representados pela testosterona livre, androstenediona e S-DHEA para definição diagnóstica.
  • C. são suficientes, já que a paciente em questão apresenta hiperandrogenismo clínico e ultrassom sugestivo de ovários policísticos.
  • D. são suficientes, já que a paciente apresenta sobrepeso e irregularidade menstrual.
  • E. são suficientes, considerando que a paciente apresenta infertilidade primária de longa data.