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Ao atender no pronto-socorro uma criança com história de trauma, deve-se ficar atento aos sinais de abuso.
Com base nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta uma alteração que deve elevar o grau de suspeita para um quadro de abuso.
Idade menor que 5 anos.
Fratura em um ou mais dedos da mão.
Crianças cuidadas por adultos que não são os pais.
Fratura na região posterior do gradeado costal.
Diferença de idade para um irmão maior que 10 anos.
O manejo adequado das queimaduras depende da correta avaliação da profundidade e da extensão da lesão, fatores determinantes para a reposição volêmica e prognóstico. Um paciente é admitido após acidente térmico. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.As queimaduras de segundo grau profundo atingem a derme reticular, são dolorosas, podem apresentar flictenas (bolhas) e geralmente deixam cicatrizes.
II.De acordo com a 'Regra dos Nove' de Wallace para adultos, uma queimadura que acomete todo o membro superior direito corresponde a 18% da superfície corporal total (SCQ (Sulfassalazina)).
III.Queimaduras de terceiro grau caracterizam-se por serem indolores (devido à destruição das terminações nervosas), apresentando textura coriácea e cor variável (branca, preta ou vermelha cereja não depressível).
IV.Em queimaduras elétricas, a lesão cutânea visível frequentemente subestima a extensão da destruição tecidual interna, havendo risco elevado de rabdomiólise e síndrome compartimental.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I e II.
II, III e IV.
I, II, III e IV.
I, II e III.
I, III e IV.
Um paciente politraumatizado é admitido no pronto-socorro com sinais de choque hipovolêmico, sangramento ativo ainda não controlado e indicação de abordagem cirúrgica em curto prazo. Considerando os princípios atuais da Reposição Volêmica e o manejo hemodinâmico no trauma, assinale a alternativa correta:
A infusão de grandes volumes de cristaloides é recomendada inicialmente, pois está associada a menor mortalidade e não interfere na coagulação.
O uso de coloides é preferencial nesse cenário, pois aumenta a pressão coloidosmótica e reduz o risco de edema pulmonar.
A estratégia de hipotensão permissiva pode ser adotada, visando manter a pressão arterial reduzida temporariamente para evitar exacerbação da hemorragia até o controle cirúrgico do sangramento.
A solução salina deve ser utilizada como fluido inicial em todos os pacientes traumatizados, independentemente da presença de trauma cranioencefálico.
A transfusão sanguínea não tem papel relevante no choque hipovolêmico crítico, devendo ser evitada nas fases iniciais do atendimento.
Um homem de 38 anos chega ao pronto-socorro após uma colisão automobilística, com dor torácica intensa e dispneia progressiva. Ao realizar exame, há hipotensão, taquicardia, turgência jugular, desvio traqueal, hemitórax direito hiperinsuflado, ausência de murmúrio vesicular e hipersonoridade à percussão. A equipe decide intervir imediatamente, antes de qualquer imagem, para reverter a causa mecânica do choque. Indique a conduta imediata mais apropriada:
Drenagem torácica em selo d’água.
Toracotomia de reanimação.
Punção descompressiva imediata.
Intubação orotraqueal e sedação.
FAST abdominal e observação.
Paciente, 24 anos, vítima de acidente automobilístico de alta velocidade, dá entrada na emergência com dor lombar esquerda intensa e hematúria macroscópica. Após estabilização hemodinâmica, a tomografia computadorizada com contraste revela laceração parenquimatosa profunda (>1 cm) que se estende ao sistema coletor, com extravasamento de urina para o espaço perirrenal, porém sem envolvimento do pedículo vascular. Não há sinais de instabilidade hemodinâmica ou sangramento ativo. De acordo com a classificação da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) para traumas renais, a lesão descrita é classificada como:
Grau I
Grau II
Grau III
Grau IV
Grau V


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Sobre os principais achados tomográficos no Traumatismo Craneoencefálico, ENUMERE a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, ao final, responda o que se pede:
(1) Contusão
(2) Lesão axonal difusa
(3) Edema Cerebral
(4) Hemorragia Subaracnóidea
(5) Hemorragia Extradural
(---) Coleção hiperdensa biconvexa que geralmente não cruza as suturas.
(---) Hemorragia linear ou serpentiforme que preenche os sulcos e cisternas.
(---) Hemorragias petequiais na transição da substância branca com cinzenta, no corpo caloso e no mesencéfalo.
(---) Hemorragia cortical com edema perilesional em regiões próximas a superfícies do crânio.
(---) Apagamento de sulcos e cisternas e perda de diferenciação corticosubcortical.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas, na ordem de cima para baixo.
3, 2, 1, 5, 4.
3, 4, 2, 5, 1.
5, 4, 2, 1, 3.
5, 1, 2, 4, 3.
Paciente de 22 anos vítima de trauma abdominal fechado por acidente automobilístico, hemodinamicamente estável (PA de 120/80 mmHg, FC de 88 bpm e tomografia computadorizada mostrando laceração esplênica grau III). Qual é o critério mais importante para indicar tratamento não operatório (TNO) e o parâmetro de monitorização que determina falha do TNO, respectivamente?
Considerar idade jovem como fator favorável e monitorar variações significativas da hemoglobina ao longo das primeiras horas.
Utilizar a ausência de lesões associadas como referência inicial e interpretar achados contrastados na angiotomografia de acordo com a evolução clínica.
Valorizar lacerações mais superficiais como indicativas de menor gravidade e acompanhar surgimento de sinais peritoneais como alerta clínico.
Selecionar pacientes com menor gravidade global do trauma e acompanhar alterações ultrassonográficas como parte do seguimento seriado.
Adotar a estabilidade hemodinâmica como critério principal para TNO e avaliar aumento da necessidade transfusional como sinal de possível falha.
Um pintor de 53 anos apresenta traumatismo cranioencefálico após queda de escada cuja altura aproximada era de 3 metros. Durante a avaliação médica, o paciente apresenta a abertura ocular com estímulos verbais, resposta confusa, mas obedecendo aos comandos. De acordo com a escala de coma de Glasgow, a pontuação para esse caso é:
10
11
12
13
14
Após um TCE (traumatismo cranioencefálico) grave, um idoso apresenta a abertura ocular somente após estímulo no leito ungueal, emite alguns sons incompreensíveis e realiza movimento de retirada do estímulo doloroso. Considerando a Escala de Coma de Glasgow, a pontuação adequada, nesse caso, será:
7
8
9
10
No contexto do Atendimento Avançado ao Traumatizado (Advanced Trauma Life Support - ATLS), a avaliação do choque hemorrágico é classificada em quatro classes. Acerca das características fisiológicas dessas classes, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O choque Classe I, correspondendo a uma perda de até 15% do volume sanguíneo, caracteriza-se por taquicardia leve e queda na pressão de pulso.
(__)A taquicardia (frequência cardíaca > 100 bpm) e a diminuição da pressão de pulso são achados esperados no choque Classe II (perda de 15-30%).
(__)A hipotensão arterial sistólica (queda da Pressão Arterial Sistólica) é um sinal tardio, manifestando-se tipicamente apenas no choque Classe III (perda de 30-40%).
(__)No choque Classe IV (perda > 40%), o paciente apresenta-se confuso e taquipneico, mas a reposição volêmica com cristaloides isoladamente é geralmente suficiente.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, V, V, F.
V, F, F, V.
F, F, V, V.
V, V, F, F.


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Paciente com trauma raquimedular cervical apresenta PA 80×50 mmHg, FC 52 bpm, pele quente e seca, sem sangramento evidente. A melhor conduta inicial é:
Expansão volêmica agressiva isolada.
Transfusão maciça.
Noradrenalina após reposição volêmica inicial.
Dopamina como droga de escolha.
Observação clínica.
Homem, 26 anos, é vítima de trauma por esmagamento em membro inferior direito. Apresenta fratura exposta de fêmur distal. Ao exame inicial, o membro encontra-se frio, com pulso pedioso ausente, porém o paciente encontra-se hemodinamicamente estável. Qual é a conduta mais adequada nesse momento?
Proceder à redução e imobilização da fratura, seguidas de observação clínica.
Solicitar arteriografia antes de qualquer intervenção.
Fazer anticoagulação plena empírica.
Realizar angiotomografia após estabilização ortopédica provisória.
Proceder à exploração cirúrgica imediata do eixo vascular.
Paciente politraumatizado evolui com choque séptico refratário e disfunção de múltiplos órgãos. Acerca do tema, a intervenção considerada fundamental para reduzir a mortalidade é:
Uso rotineiro de bicarbonato intravenoso para corrigir acidose metabólica.
Administração precoce de antibióticos de amplo espectro após coleta de culturas.
Restrição hídrica rigorosa para evitar edema pulmonar.
Infusão contínua de dopamina em doses baixas para proteção renal.
Ventilação mecânica com FiO₂ máxima para garantir saturação arterial > 100%.
Um motociclista de 25 anos de idade é vítima de acidente de moto com presenciado impacto direto da região pélvica contra um anteparo fixo. Durante o transporte para o pronto atendimento foram infundidos 1000 mL de solução cristaloide. Na admissão, estava pálido, orientado e com dor pélvica. Ao exame físico, FC 125 bpm, SpO2 96% em ar ambiente, PA 88x60 mmHg, FR 21 irpm, enchimento capilar de 4 segundos, abdome livre e crepitação ao mobilizar pelve. Ultrassonografia beira-leito focada no trauma (FAST) sem líquido livre intra-abdominal.
Marque a alternativa com a MEDIDA INICIAL INDICADA para este caso.
Analgesia com opioide e observação clínica, uma vez que os achados podem ser explicados por dor excruciante.
Encaminhamento imediato ao bloco cirúrgico para laparotomia exploradora.
Estabilização pélvica e transfusão de hemocomponentes, podendo ser considerado inclusive protocolo de transfusão maciça.
Expansão volêmica com até 2000 mL de solução cristaloide e aguardar exames laboratoriais para guiar próximas condutas.
Leia a descrição do quadro clínico e em seguida marque a alternativa CORRETA que contenha a classificação do nível de consciência do paciente segundo a escala de coma de Glasgow modificada:
P. J. de 7 anos de idade dá entrada no pronto atendimento após ingestão acidental de quantidade estimada de 20mg de clonazepam há cerca de 1 hora. Na ocasião tem abertura ocular ao estímulo doloroso, mas não ao estímulo verbal, tem discurso confuso, não obedece comandos, mas localiza estímulos dolorosos.
Escore 7.
Escore 11.
Escore 13.
Escore 9.


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Paciente do sexo feminino, 28 anos, feodérmica, estava trabalhando no forno de uma padaria quando teve um acidente com queimadura de todo o abdome anterior e dos dois membros inferiores totalmente. Qual foi a porcentagem da superfície corpórea da paciente que foi queimada?
25%.
35%.
45%.
55%.
65%.
Adolescente de 15 anos estava na fazenda e caiu do cavalo. A família relata que logo após a queda ele ficou desacordado durante 1 minuto, recuperando a consciência logo após. Após 2 horas, começou a apresentar cefaleia e convulsionou, sendo levado para o hospital. Deu entrada com Glasgow: 13, sonolento, apresentando midríase à esquerda.
De acordo com esse quadro clínico, na tomografia de crânio desse paciente, espera-se encontrar que tipo de lesão?
Hematoma epidural à esquerda.
Hematoma subdural à direita.
Hematoma intraparenquimatoso à direita.
Lesão axonal difusa.
Fratura de base de crânio.
Paciente idoso, vítima de queda de altura, chega ao pronto-socorro com dor torácica intensa e dispneia. A radiografia de tórax em PA mostra mediastino >8 cm, obliteração do contorno da aorta, desvio traqueal para direita e depressão do brônquio fonte esquerdo. Considerando o caso apresentado, qual é o diagnóstico mais provável?
Pneumotórax hipertensivo.
Ruptura de árvore traqueobrônquica.
Hemotórax maciço.
Contusão pulmonar.
Ruptura traumática de aorta.
Homem de 28 anos vítima de acidente automobilístico é levado ao pronto-socorro. Encontra-se hemodinamicamente estável.
Tomografia de abdome com contraste evidencia laceração hepática grau III, sem extravasamento ativo de contraste.
Qual a conduta mais adequada neste caso?
Laparotomia exploradora imediata
Embolização arterial hepática de rotina
Tratamento não operatório com monitorização clínica
Hepatectomia segmentar
Lavado peritoneal diagnóstico
Paciente do sexo masculino, 25 anos de idade, vítima de acidente com motocicleta, é atendido de urgência em centro de trauma e recebe tratamento imediato.
Ao exame, encontrava-se alcoolizado, com sangramento significativo no foco de fratura, frequência cardíaca de 140 bpm, PA de 80 x 40 mmHg, pulsos periféricos palpáveis. Apresentava fratura exposta do fêmur esquerdo com extensa lesão de partes moles, com perda de cobertura cutânea no nível da fratura e perda do compartimento lateral da coxa. O exame radiográfico evidenciou fratura multifragmentar do fêmur com perda óssea de 6 cm. Não apresentava nenhuma lesão além da fratura do fêmur.
Segundo a classificação de Ganga Hospital Open Injury Score (GHOIS) para as fraturas expostas, esse paciente recebe pontuação
13.
14.
15.
17.
19.


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