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O pulso paradoxal é reconhecido quando há uma diminuição na...

Uma mulher de 45 anos de idade procurou o ambulatório de cardiologia com dor em hemitórax esquerdo, que piora com a respiração profunda. Está com falta de ar que vem aumentando progressivamente e apresenta febre há 2 semanas. Nega doenças anteriores. O exame físico mostra paciente dispnéica, com pressão arterial de 90 mmHg × 60 mmHg (medida na posição sentada, no membro superior direito, cuja circunferência é de 25 cm, com manguito-padrão), a freqüência cardíaca de 120 bpm, ictus cordis não-visível e não-palpável e ritmo cardíaco regular em 2 tempos. Apresenta bulhas hipofonéticas e ruído compatível com atrito pericárdico em focos mitral e tricúspide, com turgência jugular a 90º. Foi constatada a presença de pulso paradoxal durante a esfigmomanometria, sem alterações nos demais segmentos. O eletrocardiograma mostra taquicardia sinusal, freqüência ventricular média de 122 bpm, variação da amplitude das onda P, complexo QRS e onda T (alternância elétrica) e elevação difusa do segmento ST (com concavidade para cima) nas derivações precordiais, com ondas T positivas e ausência de ondas Q. A radiografia de tórax mostra aumento da área cardíaca (coração em moringa) e campos pleuropulmonares sem alterações. As dosagens seriadas de creatininofosfoquinase (total e fração MB) não apresentam alterações. O hemograma mostra leucocitose moderada, sem desvio à esquerda e sem outras alterações.


Considerando o caso clínico descrito acima, julgue os itens que se seguem.

O pulso paradoxal é reconhecido quando há uma diminuição na pressão arterial sistólica maior do que 10 mmHg durante a inspiração, ou quando essa redução é superior a 9% do valor dessa pressão constatada na fase expiratória.


C
Certo

E
Errado