Questões de Concurso de Variação Linguística - Língua Portuguesa

Ver outros assuntos dessa disciplina Navegar questão a questão

Questão de Concurso - 1107164

Concurso CRF RO Contador 2019

Questão 3

Instituto Americano de desenvolvimento (IADES)

Nível Superior

Texto 1 para responder às questões de 1 a 3.

O período “Consulte sempre o farmacêutico.”, ao revelar a finalidade principal do texto, coloca em evidência a função da linguagem denominada

  • A. emotiva.
  • B. referencial.
  • C. metalinguística.
  • D. fática.
  • E. apelativa.

Questão de Concurso - 911229

Concurso Técnico de Nível Médio II - Área Operacional 2017

Questão 17

Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível Médio

Em São Paulo diz-se “bexigas”, enquanto no Rio de Janeiro diz-se “balões”.

Essa diferença é um exemplo de

  • A. linguagem coloquial.
  • B. gíria.
  • C. regionalismo.
  • D. linguagem erudita.
  • E. arcaísmo.

Questão de Concurso - 1190441

Concurso TJ RS Oficial de Justiça 2019

Questão 1

Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível Médio

Texto 1


É claro que somos livres para falar ou escrever como quisermos, como soubermos, como pudermos. Mas é também evidente que devemos adequar o uso da língua à situação, o que contribui efetivamente para a maior eficiência comunicativa.

Considerando o pensamento do texto 1 e tendo conhecimento das atribuições de um oficial de justiça, chegamos à conclusão de que, nessa atividade, a língua escrita, o nível, o uso ou o registro do idioma deve ser predominantemente:

  • A.

    formal, de acordo com os princípios da gramática normativa;

  • B.

    informal, em busca de mais ampla compreensão da mensagem;

  • C.

    regional, adequando-o ao local onde ocorre a comunicação;

  • D.

    popular, tendo em vista que as mensagens são lidas por todos;

  • E.

    ultraformal, selecionando vocabulário erudito e construções elaboradas.

Questão de Concurso - 1075391

Concurso CISMEPAR Técnico em Enfermagem 2016

Questão 1

Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UEL (FAUEL)

Nível Médio

O trecho acima foi extraído da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A respeito da linguagem empregada nesse texto, é correto afirmar que se trata:

  • A.

    de linguagem informal e escrita, como uma fala entre pessoas com bastante familiaridade.

  • B.

    de linguagem formal e falada, inacessível à compreensão dos cidadãos.

  • C.

    de linguagem formal e escrita, respeitando a norma padrão da língua portuguesa.

  • D.

    de linguagem informal e oral, acessível à compreensão de qualquer cidadão.

Questão de Concurso - 1211936

Concurso Prefeitura de Ponte Nova Auxiliar Administrativo 2019

Questão 10

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Médio

Texto para as questões 8 a 10


O Dedo de Deus, o dedo do alemão e o dedo do brasileiro

Manuel Bandeira


É uma tecla muito batida pelos que procuram estudar o caráter dos brasileiros, o gosto que estes revelam pela improvisação em todos os ramos da atividade. A cada passo, se verifica o pendor deles para as tarefas improvisadas, de que não raro se saem com brilho e galhardia. Isso de se preparar longa e pacientemente para resolver os problemas próprios a uma certa especialidade, não vai muito com eles. Improvisam-se os nossos sociólogos, improvisam-se os nossos estadistas, improvisam-se os nossos linguistas.


Os nossos grandes poetas podem se contar pelos dedos, e nenhum tivemos até hoje capaz de uma destas obras de fôlego, como a Divina comédia, o Fausto ou os Lusíadas, onde, escolhido o tema capital, o seu autor põe ao lado das ideias mestras da cultura do seu tempo, toda a sua inteligência e toda a sua sensibilidade. Agora abancai ao zinco de um bar em dias de Carnaval e aparecendo um violão, vereis com que facilidade o malandro mais desprovido de letras inventa um despotismo de quadrinhas de desafio ou de embolada. Isso na cidade. No sertão, então, nem se fala. Para os matutos do Nordeste, “poeta” só é o sujeito capaz de improvisar na boca da viola. Não sei quem foi o literato que de uma feita recitou para uns cantadores do sertão algumas poesias de Bilac. Os homens ouviram calados, mas depois indagaram se Bilac era “poeta” mesmo.

- Como poeta mesmo?

- Nós queremo sabê se ele é capaz mêmo de improvisá na viola...

BANDEIRA, Manuel. Crônicas inéditas II, 1930-1944. São Paulo: Cosac Naify, 2009. p. 16. (fragmento adaptado).


Sobre a fala do cantador do sertão, extraída da crônica de Manuel Bandeira, analise as afirmativas a seguir.


I. A fala do cantador do sertão evidencia a idade do locutor, ainda muito jovem.

II. As palavras “sabê” e “improvisᔠforam registradas seguindo a mesma regra de omissão da marca do infinitivo verbal.

III. O registro linguístico, que representa o modo de falar do nordestino, foi usado por Manuel Bandeira para desprestigiar as pessoas dessa região.

IV. No registro “- Nós queremo sabê se ele é capaz mêmo de improvisá na viola...”, há marcas de variação linguística baseadas na oralidade, na região e no nível de escolaridade do locutor.


Está correto apenas o que se afirma em


  • A.

    I e II.

  • B.

    I e III.

  • C.

    II e IV.

  • D.

    III e IV.

Questão de Concurso - 1208055

Concurso Agente Comunitário de Saúde 2019

Questão 10

Instituto de Consultoria e Concursos (ITAME)

Nível Médio

Leia o texto para responder a questão 10.


[...] presto muita atenção na fala dos cariocas para quando escrever em carioquês para não errar a mão. Carioca diz ‘Dá um cafezinho pra mim’. Na Bahia se diz ‘Me dê’. Aqui soa autoritário. Os cariocas falam: ‘A Fulana, o Beltrano’. Isso é um tapa no ouvido do nordestino. No Nordeste todo mundo fala direto ‘Fulana, Beltrano’, sem usar o artigo. Quando vou para Itaparica, entro na língua de lá, ‘como’ todas as proparoxítonas. Falo padre Ciço, não padre Cícero - Cícero é só para gente culta. [...] João Ubaldo Ribeiro


Considerando as “variações linguísticas,” o texto evidencia com predominância que o autor

  • A.

    reverência aos nordestinos

  • B.

    tem consciência linguística.

  • C.

    critica as variantes autoritárias.

  • D.

    presta atenção ao falar dos cariocas.

Questão de Concurso - 1095273

Concurso Professor Educação Infantil ao 5º ano 2019

Questão 3

Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível Superior

A clareza é uma das qualidades que se exigem na redação de um texto de caráter científico. Assinale a opção que indica um fator que auxilia na obtenção de clareza no uso linguístico.

  • A. As intercalações.
  • B. A ordem direta.
  • C. As redundâncias.
  • D. A linguagem conotativa.
  • E. O emprego constante de parênteses.

Questão de Concurso - 1198748

Concurso Auditor Fiscal de Tributos Municipais 2019

Questão 10

Instituto AOCP

Nível Superior

TEXTO 1


O que galáxias distantes dizem sobre a evolução do Universo

Observar galáxias distantes nos ajuda a montar o quebra-cabeça do Universo: quanto mais longe enxergamos, mais ao passado voltamos


Seria legal se pudéssemos passar um filminho revelando a história das galáxias e ver também como era a Via Láctea no passado. Mas, como não podemos, temos que observar as galáxias distantes e tentar montar o quebra-cabeça de como esses astros fantásticos evoluem.

O telescópio espacial Hubble é peça-chave para desvendar essa história. Com ele, conseguimos captar a luz com mais nitidez, já que ela não sofre interferência da atmosfera, mas mesmo assim temos que deixá-lo aberto por muito tempo para obter a luz fraquinha das galáxias distantes.

Em 1995, o ex-diretor do Hubble, Bob Williams, fez a primeira imagem das profundezas do Universo exatamente assim. A equipe do Hubble escolheu uma região do céu sem nenhuma estrela brilhante por perto para garantir que não interferisse na imagem das galáxias de fundo. E deixou o Hubble aberto durante dez dias captando a luz da mesma região. Uma região do céu que parecia totalmente vazia mostrou uma imagem incrível cravejada de galáxias.

O Universo é como se fosse uma “máquina do tempo”: quanto mais longe enxergamos, mais ao passado voltamos. Se vemos uma galáxia a 1 bilhão de anos-luz de nós, significa que a sua luz levou 1 bilhão de anos atravessando o espaço para chegar até aqui. Ou seja, estamos vendo a galáxia como ela era há 1 bilhão de anos, no passado, e não como ela é agora.

Desde a imagem histórica feita pelo Hubble, já tivemos muitas outras das profundezas do Universo. E elas revelam que as galáxias mais longínquas parecem bem pequenas por causa da distância, como era de se esperar, mas descobrimos também que elas são realmente menores e não possuem formatos bem definidos. Isso significa que elas crescem e se transformam com o tempo.

A galáxia mais distante já observada é a GN-z11, que está a 13,4 bilhões de anos-luz de nós! Ou seja, estamos vendo como ela era quando o Universo tinha apenas 400 milhões de anos. Ela fica na constelação de Ursa Maior e parece um pontinho vermelho na imagem do Hubble.

Essas galáxias muito distantes estão se afastando aceleradamente de nós, por isso vemos sua luz sempre mais avermelhada do que deveria ser.

Porém, nem os olhos humanos nem o Hubble conseguem captar o extremo da luz vermelha que precisamos obter para ver mais além.

Por isso, necessitamos de instrumentos como o telescópio James Webb. Ele captará luz infravermelha e enxergará ainda mais longe que o Hubble. Seu lançamento está previsto para 2021, segundo a Nasa, e estamos muito empolgadas com a enxurrada de novas peças para ajudar a solucionar nosso quebra-cabeça galáctico.

Fonte: Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2020/01/oque- galaxias-distantes-dizem-sobre-evolucao-do-universo.html. Acesso em: 19 jan. 2020.


O termo “num”, empregado algumas vezes no diálogo do Texto 2, é exemplo de qual tipo de variação linguística?

  • A.

    Diastrática, relacionada à faixa etária.

  • B.

    Diastrática, relacionada ao sexo masculino.

  • C.

    Diafásica, relacionada às circunstâncias das interações verbais.

  • D.

    Diatópica, relacionada às diferenças linguísticas distribuídas no espaço físico.

  • E.

    Deôntica, relacionada às transformações fonológicas por que passou a língua.

Questão de Concurso - 1203972

Concurso Contador 2018

Questão 2

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Superior

AS QUESTÕES 01 A 05 SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.


Adicto*

Fraga**

Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavala res de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem- estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi- abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.



* Dependente; submisso.

** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.

(Disponível em: < htt ps://www.extraclasse.org.br/edicoes/2018/09/adicto/ >. Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado.)

Toda língua se encontra em constante alteração, evolução e atualização, não sendo um sistema estático e fechado. O uso faz a regra e os falantes utilizam a língua de modo a suprir suas necessidades comunicativas, adaptando-a conforme suas intenções e necessidades.


A esse respeito, leia o texto escrito por Fraga e avalie as afirmações apresentadas sobre variação linguística.

I. Observa-se que, embora o texto se apresente em registro escrito, há ocorrências de características típicas da linguagem oral.

II. Ocorre um distanciamento entre autor e leitor, provocado pelo emprego de palavras com significados pouco conhecidos.

III. São amostras do português culto urbano a maneira de estruturar as frases, o vocabulário e, em algumas passagens, o significado das palavras.

IV. Verifica-se, na construção do texto, uma inadequação vocabular, demonstrada pela seleção de palavras e expressões como, por exemplo, “puizé” e “Vulgo ar”.

V. Identifica-se a variação situacional porque, de acordo com o contexto, há momentos em que é utilizado um registro formal e outros em que se usa o coloquialismo.

Está correto apenas o que se afirma em

  • A.

    I, III e V.

  • B.

    I, III e IV.

  • C.

    II, IV e V.

  • D.

    II, III e IV.

  • E.

    I, IV e V.

Questão de Concurso - 1215104

Concurso IFPI Assistente em Administração 2019

Questão 10

Instituto Federal do Piauí - IF/PI (IFPI)

Nível Médio

Leia as definições abaixo, retiradas da Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês.

AFOLOZADO: folgado pelo excesso de uso

AGONIA: pilôra, desmaio

ÁGUA QUEBRADA A FRIEZA: água morna para banho

AÍ VAREIA: depende; aí é outra história

AMARELO-QUEIMADO: da cor laranja

AMARMOTADO: desarrumado, espalhafatoso


CUNHA, Paulo José. Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês. 2. ed. Teresina: Corisco, 2001, p. 25 - 26.


Sobre os verbetes citados, é correto dizer que eles são exemplos de:

  • A.

    registros típicos da escrita

  • B.

    registros do português culto urbano

  • C.

    variação diacrônica

  • D.

    variação diatópica

  • E.

    variação fonológica