Questões de Concurso de Literatura - Língua Portuguesa

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Questão de Concurso - 1134444

Concurso PM/RR Soldado Policial Militar 2018

Questão 11

Nível Médio

Identifique a alternativa em que existe oração assindética com classificação da oração coordenada correspondente a “Nós vamos a São Paulo/ Que a coisa tá feia”( Estrofe 07)

  • A.

    Meu Deus, Meu Deus/ Mas nada de chuva (Estrofe 05)

  • B.

    No dia seguinte/ Já tudo enfadado/ E o carro embalado (Estrofe 11)

  • C.

    Diz: “isso é castigo/ não chove mais não” (Estrofe 04)

  • D.

    Meu Deus, Meu Deus/ Mas nunca ele pode (Estrofe 16)

  • E.

    Saudades lhe molho/ E as águas nos óio/ Começa a cair (Estrofe 17)

Questão de Concurso - 1044197

Concurso TJ/SP Contador Judiciário 2019

Questão 13

Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP)

Nível Superior

Assinale a alternativa que contém informações coerentes com o poema, organizadas em conformidade com norma-padrão.
  • A. O eu lírico, um senhor que mora na Avenida Beira- -Mar, anseia por uma solução para os problemas que o afetam cotidianamente, a saber, a falta de calçamento do pátio e os lixos ali depositados.
  • B. O eu lírico sente-se já velho pois seu dia a dia é de solidão, já que ele não aspira mais nada na vida, senão que o prefeito mande vistoriar o pátio de seu edifício, lugar que têm acesso os moradores sem quintais.
  • C. O eu lírico, por ser já velho como o prefeito, recorre a este para que mande vistoria e visita ao pátio que ele mora, local onde os moradores sem quintais jogam lixo, com o que ele discorda.
  • D. O eu lírico, amigo de sessenta anos do prefeito, solicita- o na vistoria e visita no prédio o qual mora, uma vez que o local ainda carece de calçamento e aonde os moradores sem quintais têm jogado lixo.
  • E. O eu lírico exige do velho prefeito da cidade que este se dedique em vistoriar e visitar o pátio aonde ele mora, pois existe ali muito lixo devido ação dos moradores sem quintais na região.

Questão de Concurso - 1177946

Concurso SEC Professor - Área: Língua Portuguesa 2017

Questão 47

Fundação Carlos Chagas (FCC)

Nível Superior

Ao lado daquilo que os críticos da obra de Gregório de Matos qualificam, irrevogavelmente, de plágios, registramos também, em nossas leituras, temas, frases e procedimentos variados que o poeta foi buscar em outros autores. Em grande parte, trata-se de paródias camonianas ou de outros poetas, sendo visível a intenção do autor de estabelecer um canto paralelo ou um contraponto poético, imitando mais por espírito de emulação e sem ocultar seus desígnios, o que seria impossível, até pela projeção dos modelos. Há, contudo, exemplos expressivos de apropriação, mas como era habitual no poeta: partindo de um núcleo tomado de outro autor, reelaborar o restante, criando um novo poema. Outra maneira de que se valeu para criar em cima do texto alheio foi a paródia.

(Adaptado de: GOMES, João Carlos Teixeira. Gregório de Matos, o Boca de Brasa (um estudo de plágio e criação). Petrópolis: Editora Vozes, 1985, p. 90-91)


A primeira estrofe de soneto de Gregório de Matos em que se pode identificar “a desconstrução de soneto camoniano com a atitude parodística e intuito humorístico” é:


  • A.

    Carregado de mim ando no mundo

    E o grande peso embarga-me as passadas;

    Que, como ando por vias desusadas,

    Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.

  • B.

    Alma ditosa, que na empírea corte,

    Pisando estrelas vais de sol vestida,

    Alegres com te ver fomos na vida,

    Tristes com te perder somos na morte.

  • C.

    Sete anos a nobreza da Bahia

    Servia a uma pastora indiana e bela

    Porém serviu à Índia, e não a ela,

    Que à Índia só por prêmio pretendia.

  • D.

    Alegre com a empresa desejosa

    Corta o Cabo a espessura e busca a via

    Não faltando da esquadra criminosa

    Algum, que não pudesse neste dia:

    Marcha triunfando a gente belicosa,

    Pasmam de ver os filhos da Bahia

    O sucesso, a prisão, os rebelados,

    Cam. As armas e os varões assinalados.


  • E.

    Triste Bahia, oh quão dessemelhante

    Estás e estou do nosso antigo estado;

    Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado,

    Rica te vi eu já, tu a mim abundante.

Questão de Concurso - 1177950

Concurso SEC Professor - Área: Língua Portuguesa 2017

Questão 48

Fundação Carlos Chagas (FCC)

Nível Superior

A Cachoeira de Paulo Afonso, de Castro Alves, compreende uma série de 33 poemas que encenam o drama trágico de Maria e Lucas em meio à sublime natureza sertaneja. O poema “Lucas”, cuja primeira estrofe foi transcrita abaixo, encontra-se no proêmio do poema, que se incumbe da apresentação do protagonista e do ambiente no qual a narrativa se desenvolve.


LUCAS


QUEM FOSSE naquela hora,

Sobre algum tronco lascado

Sentar-se no descampado

Da solitária ladeira,

Veria descer da serra,

Onde o incêndio vai sangrento,

A passo tardio e lento,

Um belo escravo da terra

Cheio de viço e valor...

Era o filho das florestas!

Era o escravo lenhador!

Que bela testa espaçosa,

Que olhar franco e triunfante!

E sob o chapéu de couro

Que cabeleira abundante!

De marchetada jiboia

Pende-lhe a rasto o facão...

E assim... erguendo o machado

Na larga e robusta mão...

Aquele vulto soberbo,

- Vivamente alumiado, -

Atravessa o descampado

Como uma estátua de bronze

Do incêndio ao fulvo clarão.

(ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p. 321)


Sobre os recursos estilísticos mobilizados no texto em análise, são feitas as seguintes afirmações:


I. Da “testa espaçosa” e mirada “triunfante”, passando pelo chapéu de couro, a vasta cabeleira até o adereço de pele de jiboia que lhe prende o facão, o olhar do leitor é guiado ao longo de detalhes descritivos do personagem, selecionados pelo eu lírico.

II. A presença de Lucas, em andar calmo e demorado, diante de cenário luminoso, evoca as noções de destemidez e resiliência. Como uma fortaleza tanto moral quanto física, Lucas é descrito pelo eu lírico, num dístico que condensa as qualidades do personagem: “Um belo escravo da terra/Cheio de viço e valor...”.

III. A aura ígnea constituída ao entorno da figura de Lucas lhe confere altivez e nobreza, corroboradas pelo símile da “estátua de bronze”, que eleva o escravo à condição de figura ilustre, objeto das artes plásticas.

IV. O tempo verbal do presente predomina, assim como a colocação dos advérbios de lugar e tempo. O discurso é marcado por locuções vocativas e apóstrofes que convertem a exposição de Lucas em sublime emoção.


Para compor uma adequada análise crítica do texto, é correto o que se afirma em


  • A.

    I, apenas.

  • B.

    I e II, apenas.

  • C.

    III e IV, apenas.

  • D.

    I, II e III, apenas.

  • E.

    I, II, III e IV.

Questão de Concurso - 1177952

Concurso SEC Professor - Área: Língua Portuguesa 2017

Questão 49

Fundação Carlos Chagas (FCC)

Nível Superior

Considere os textos abaixo.


Texto I


         A importância de Jorge Amado veio do caráter seco, participante e todavia lírico dos seus primeiros livros, que descrevem a miséria e a opressão do trabalhador rural e das classes populares. A partir de Jubiabá (1935), o seu estilo se alia cada vez mais à poesia. A intenção central de Jubiabá, além da visão romanesca da vida popular, é sugerir o lento amadurecimento do protagonista, rumo à consciência política.

          Em 1942 aparece o livro que para muitos é sua obra-prima: Terras do Sem-Fim. Nele o caráter polêmico se amaina, graças à compreensão mais ampla dos motivos humanos, enquanto os veios poéticos banham uma descrição convincente da realidade.

           Em Seara Vermelha (1946) abandona as regiões prediletas da sua imaginação (cidade do Salvador, zona cacaueira de Ilhéus) e aborda o problema dos retirantes do sertão, dando ao livro propagandístico algo trivial, que se acentua em Os Subterrâneos da Liberdade (1954), cujo assunto são as agitações políticas do decênio de 1930. No ano de 1958 surge um Jorge Amado literariamente refeito, em Gabriela, Cravo e Canela, panorama humorístico de uma cidade, com tom ameno e uma segurança de composição que, aliados à humanidade das personagens, lhe asseguram maior êxito editorial da literatura brasileira.

(Adaptado de: CANDIDO, Antonio; CASTELLO, José Aderaldo. Presença da literatura brasileira. Modernismo. História e antologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997, p. 320-323)


Texto II


        Antônio Balduíno passara a noite descarregando um navio sueco que trazia material para a estrada de ferro e que nas noites seguintes seria abarrotado de cacau. Carregava um molho pesado de ferros, quando ao passar junto de Severino, um mulato magricela, este lhe disse:

          - A greve do pessoal dos bondes rebenta hoje...

         - Aquela greve era esperada há muito. Por diversas vezes o pessoal da companhia que dominava a luz, o telefone e os bondes da cidade, tentara se levantar em parede pedindo aumento de salário. (...)

          Antônio Balduíno já estava cansado de ouvir tanto discurso. Mas gostava. Aquilo era uma coisa nova para ele, uma das coisas que amaria fazer. Mas era bom. Ele tinha impressão que naquele momento eram donos da cidade. Donos da verdade.

(CANDIDO, Antonio; CASTELLO, José Aderaldo. Jorge Amado. In: Presença da literatura brasileira. Modernismo. História e antologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997, p. 329. Fragmento)


Considerando o texto crítico de Candido e Castelo (Texto I), infere-se que o fragmento do texto de Jorge Amado (Texto II) faz parte da seguinte obra:


  • A.

    Jubiabá (1935).

  • B.

    Terras do Sem-Fim (1942).

  • C.

    Seara Vermelha (1946).

  • D.

    Os Subterrâneos da Liberdade (1954).

  • E.

    Gabriela, Cravo e Canela (1958).

Questão de Concurso - 1177957

Concurso SEC Professor - Área: Língua Portuguesa 2017

Questão 50

Fundação Carlos Chagas (FCC)

Nível Superior

Segue um fragmento do primeiro texto do livro Sobre pessoas, de Antônio Torres.


Para começar


          Quereria um começo com a delicadeza de Fernando Sabino, em A última crônica, que cada vez que releio mais me encanta. E agora a ela retorno, em busca de ensinamentos. (...)

           Foi em tais circunstâncias, a confabular consigo mesmo pelas ruas do Rio, que Fernando Sabino acabou por nos legar uma pequena obra-prima. (...)

          Este aqui de vez em quando batia perna ao lado do mestre, nos calçadões à beira-mar, Copacabana-Ipanema-Leblon. Numa dessas vezes, ele perguntou:

          - Você já leu o meu livro sobre a Zélia?

          Por essa eu não esperava. Uma pedra no meio do caminho. Sinuca de bico. Cul-de-sac.

          Persignando-me mentalmente diante da imagem de Nossa Senhora do Amparo, a padroeira do Junco, onde nasci, e dizendo-me “Nas horas de Deus e da Virgem Maria, amém”, criei coragem e respondi que Zélia, uma paixão era o único livro dele que eu jamais leria. (...)

          Como bom mineiro, ficou em silêncio, remoendo a sua falha trágica ao declarar: “Zélia sou eu”. No calor da hora, a sua brincadeira não teve graça.

          Levaram-na a sério demais. Como se ele acreditasse, verdadeiramente, que a personagem que causara um terremoto na economia dos cidadãos, na era Collor, tivesse o mesmo status literário da heroína de Gustave Flaubert, Madame Bovary. (...)

          Mas por que, e para que o chatear ainda mais, quando privava de sua camaradagem, durante uma caminhada para desenferrujar as pernas, desanuviar a mente, e suar todas as tristezas? – eu me perguntava. Ora, ora, quem mandou Fernando Sabino tocar no assunto? Pensei que ele ia ficar zangado, a ponto de cortar a nossa relação, para sempre.

          Numa manhã de domingo o telefone tocou e era o próprio, de viva voz.

          Disse:

          - Acordei hoje com vontade de ligar para o Mário de Andrade, o Rubem Braga, o Paulo Mendes Campos, o Otto Lara Resende e o Hélio Pellegrino. Como nenhum deles pode atender...

          Foi um começo de conversa e tanto. Ao final, convidou-me para um drinque em sua casa.

          - Que tal amanhã? - perguntei-lhe.

          - Ih! Amanhã não dá. Ao descobrirem que fiz oitenta anos, me empurraram para os exames médicos. Assim que me livrar dessas chateações, telefono para combinar.

           Não telefonou mais. Só iria voltar a vê-lo já embalado para a última viagem, no cemitério São João Batista.

           Ah, Fernando. Para começar, que falta que você faz.

(TORRES, Antônio. Para começar. In: Sobre pessoas. Disponível em: www.antoniotorres.com.br. Acesso: 20 dez. 2017. Fragmento)


Em relação à construção e à linguagem do texto, aplica-se a seguinte análise:


  • A.

    As duas primeiras frases do texto “escondem” o foco narrativo em primeira pessoa. Essas frases, em princípio não trazem marcas do narrador-personagem, como acontece na última frase do texto, onde figura implicitamente o dêitico “eu”.

  • B.

    A recriação da língua oral (em discurso direto) aparece no texto em diferentes momentos. Primeiro num diálogo face a face entre as personagens; e depois na conversa telefônica; em ambos os casos há a reprodução em discurso direto das vozes dos dois interlocutores, em situação de relativa serenidade.

  • C.

    No texto, registram-se situações linguísticas de menor ou maior formalidade. Observam-se marcas coloquiais como os usos de termos obscenos e vulgares (Cul-de-sac) e expressões típicas populares (batia perna, sinuca de bico, desenferrujar as pernas, desanuviar a mente e suar todas as tristezas).

  • D.

    Quando menciona a declaração histórica de Sabino, “Zélia sou eu”, associando-a à famosa frase de Gustave Flaubert, "Madame Bovary sou eu", o narrador tem a intenção de demonstrar o quanto Sabino, assim como Flaubert, identificava-se com a sua personagem e partilhava dos seus sentimentos.

  • E.

    Assim como costuma ocorrer em sua ficção, nesse texto, Torres faz largo uso das intertextualidades. Em “Nas horas de Deus e da Virgem Maria, amém”, fundem-se à narrativa fragmentos híbridos da liturgia católica. No segmento “a padroeira do Junco, onde nasci”, há indícios da biografia do próprio autor.

Questão de Concurso - 1032313

Concurso PM/SP Aluno Oficial/Aspirante a Soldado - PM 2018

Questão 47

Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP)

Nível Superior

Condizente com a primeira fase da poesia romântica no Brasil, verifica-se, no poema,
  • A. a ruptura com a gramática normativa.
  • B. a presença do verso livre.
  • C. a linguagem impessoal.
  • D. o elogio do progresso.
  • E. o discurso nacionalista.

Questão de Concurso - 1032314

Concurso PM/SP Aluno Oficial/Aspirante a Soldado - PM 2018

Questão 48

Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP)

Nível Superior

Nesse trecho, percebe-se uma característica marcante do romance Memórias de um sargento de milícias, qual seja:
  • A. a idealização da personagem feminina, o que reflete uma postura fantasiosa e acrítica.
  • B. a representação caricatural da personagem, o que resulta em um discurso cômico.
  • C. a elevação dos valores religiosos, condizente com uma abordagem espiritualista.
  • D. a descrição pormenorizada dos hábitos da elite carioca, traço típico do Realismo.
  • E. a tensão entre os valores materiais e espirituais, revelando um estilo barroco.

Questão de Concurso - 1032317

Concurso PM/SP Aluno Oficial/Aspirante a Soldado - PM 2018

Questão 51

Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP)

Nível Superior

Dom Casmurro é um romance em que
  • A. a voz do narrador se diferencia da voz das demais personagens como recurso para asseverar a veracidade dos fatos narrados.
  • B. o relato factual predomina sobre as impressões pessoais, em virtude do viés historiográfico da narrativa.
  • C. a memória e a imaginação se confundem à medida que o narrador busca dar sentido à sua história.
  • D. as personagens femininas são tão voluntariosas que seu ponto de vista se sobrepõe ao do próprio narrador.
  • E. a trama se desenvolve predominantemente no tempo presente da narração, e raramente o passado é evocado.

Questão de Concurso - 1032318

Concurso PM/SP Aluno Oficial/Aspirante a Soldado - PM 2018

Questão 52

Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP)

Nível Superior

Em Dom Casmurro, assim como em grande parte da prosa de Machado de Assis, observa-se a ênfase
  • A. no resgate de um passado mítico e grandioso da história do Brasil.
  • B. na descrição de comportamentos instintivos de pobres marginalizados.
  • C. na caracterização social e psicológica de personagens tipicamente urbanas.
  • D. na produção de um discurso regionalista que retratasse o interior do Brasil.
  • E. na criação de enredos cheios de aventura e ação, com vistas ao entretenimento.