Questões de Concurso de Agrupamento fonológico - Língua Portuguesa

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Questão de Concurso - 1168443

Concurso Auditor Pleno 2018

Questão 9

Instituto Excelência

Nível Superior

Leia o texto e responda as questões de a 1 a 15.


Nem a Rosa, Nem o Cravo



As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades?

Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde? Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. (...) Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u’a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento.

(...)

Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas. Hoje só o ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só o ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo – desde o crepúsculo aos olhos da amada – sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.

Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor. Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!

(AMADO, Jorge. Folha da Manhã, 22/04/1945.)


Assinale a alternativa em que NÃO ocorre ditongo:

  • A.

    Cais.

  • B.

    Sua.

  • C.

    Têm.

  • D.

    Nenhuma das alternativas.

Questão de Concurso - 1168909

Concurso UNIRIO Assistente em Administração 2019

Questão 12

Fundação CESGRANRIO (CESGRANRIO)

Nível Médio

A palavra saíam (L. 29) contém hiato acentuado. Deve também ser acentuado o hiato de

  • A.

    juizes

  • B.

    rainha

  • C.

    coroo

  • D.

    veem

  • E.

    suada

Questão de Concurso - 1155661

Concurso Prefeitura de Cristalina Auxiliar de Serviços Gerais 2019

Questão 9

Instituto Quadrix (Quadrix )

Nível Fundamental

Assinale a alternativa em que a palavra apresenta dígrafo.

  • A.

    terra

  • B.

    primeiro

  • C.

    fruto

  • D.

    flor

  • E.

    gleba

Questão de Concurso - 1213301

Concurso Prefeitura de Ponte Nova Advogado 2019

Questão 4

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Superior

Leia o texto a seguir e depois responda às questões.


Diálogos da fé

800 anos depois, islâmicos e católicos relembram diálogo marcante.

Em 1219, São Francisco de Assis e o sultão do Egito al-Malik fizeram um encontro histórico em busca da paz e da harmonia.


O início deste ano de 2019 foi marcado por um evento inter-religiosamente importante. O líder da Igreja Católica, Papa Francisco, e o Sheikh da Universidade de Al-azhar, Prof. Dr. Ahmad al-Tayeb, realizaram o Encontro da Fraternidade Humana em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, e em consequência disso assinaram o Documento Sobre a Fraternidade Humana em prol da paz e da convivência comum. O documento não se restringiu apenas aos membros das duas comunidades, cujos líderes estavam ali assinando o documento, mas sim a toda humanidade sem nenhuma restrição. Os tópicos principais deste documento tratavam de direitos humanos, liberdade religiosa/fé/crença e sacralidade da vida humana, e condenava-se a barbaridade que das guerras e do terrorismo resulta. Estes, porém, são apenas alguns dos assuntos abordados pelo documento.

Além desta ocorrência histórica, em meio a tantas turbulências e problemas, este ano remete à memória de algum outro marco histórico para ambas as comunidades. Oitocentos anos atrás, o outro Francisco, que hoje é santo da Igreja, em meio às turbulentas batalhas das cruzadas, cruzou as linhas de guerra e foi ao encontro com o sultão do Egito, al -Malik al-Kamil al-Ayoubi, em 1219. A história é marcante, pois homem sedento de paz e de harmonia foi ao encontro do outro que também era sedento da paz e cansado de ver o sangue dos filhos dos outros. Este evento histórico marcou a amizade de um frade católico e um sultão muçulmano. Esta amizade, segundo o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, deu a oportunidade de os frades franciscanos até hoje trabalharem no Egito e na região ao redor.

No último sábado, dia 28 de setembro, as entidades islâmicas Federação das Associações Muçulmanas no Brasil (FAMRAS) e União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI), e as entidades representativas dos frades franciscanos Conferência da Família Franciscana no Brasil (CFFB) e a Ordem dos Frades Menores (OFM), realizaram o evento em memória do encontro entre o sultão e São Francisco de Assis na Mesquita da Misericórdia, situada na região de Santo Amaro. O evento iniciou-se com a plantação da Árvore da Fraternidade. Nesta ocasião, os líderes religiosos da comunidade islâmica e das entidades franciscanas plantaram uma árvore de ipê desejando que gere muitos frutos de diálogo e da irmandade junto as suas cheirosas flores. Logo depois, passou-se ao Salão Multiuso da Mesquita, onde aconteceram as palestras, mostras artísticas e homenagens aos líderes religiosos que estavam presentes.

As palestras foram marcadas com as falas de irmã Cleusa Aparecida Neves, frade César Külkamp e Sheikh Muhammad al-Bukai.

A irmã Cleusa, presidente da CFFB, denunciou a falta do diálogo e o autoritarismo que está crescente. O frei César, provincial da Província Franciscana, usou das palavras de Dom Helder Câmara, afirmando que devemos adotar a humanidade toda por família.

Já o Sheikh Muhammad al-Bukai afirmou que o ser humano tem tendências à eternidade, mas o que dura eternamente são as nossas ações. Em continuidade de sua fala, o Sheikh afirmou que nas guerras não há vitória, todos perdem. Lembrando do ato de São Francisco e do Sultão al-Malik em busca da paz, ressaltou que este é um ato que durará eternamente.

Ao finalizar, faço das palavras deles as minhas e ressalto que o que foi realizado na noite do dia 28 de setembro é uma semente que gerará muitos frutos pela frente. Mas nenhum de nós recolhê-las-á, esta é a parte mais importante do que se faz em prol do diálogo. Desejo que as futuras gerações possam colher os frutos da árvore de irmandade.

KU, Atilla. Diálogos de fé. CartaCapital, 1º out. 2019. Disponível em:www.cartacapital.com.br/blogs/dialogo s-da-fe/800-anos-depois-islamicos- e- catolicos-relembram-dialogo- marcante/>. Acesso em: 2 out.2019.

Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.


I – Sobre Fonética e Fonologia, o vocábulo relembram, constante do subtítulo do texto, contém 9 letras, 3 sílabas e 1 ditongo crescente

PORQUE

II – há a sequência de 9 letras seguintes: r-e-l-e-m-b -r-a-m; 3 sílabas: re-lem-bram e 1 ditongo crescente: [ãu], com sequência de semivogal [ã] e vogal [u].


A respeito das asserções, é correto afirmar que


  • A.

    as duas são falsas.

  • B.

    a primeira é verdadeira, e a segunda é falsa.

  • C.

    a primeira é falsa, e a segunda é verdadeira.

  • D.

    as duas são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.

Questão de Concurso - 1209058

Concurso IFFAR Assistente de Alunos 2019

Questão 11

FUNDATEC Processos Seletivos (FUNDATEC)

Nível Médio

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao

longo do texto estão citados nas questões.


Nas viagens, a paisagem que mais nos espanta é a nossa

01 Descobri que viajar é trocar de espelho. Em casa, o espelho que nos reflete não mostra

02 nossa mudança. Como todos os objetos da nossa rotina, o espelho da casa é um espelho

03 domesticado. Sabemos o que vamos enxergar. Às vezes até achamos que controlamos este

04 espelho como dominamos as mesas e as cadeiras, a posição do sofá, o canal do controle remoto,

05 o dia de lavar os lençóis da cama. Mesmo quando notamos um quilo a mais ou um par de olhos

06 mais fundos, aquele espelho é nosso e por ser nosso nos ameaça menos. Damos uma passadinha

07 diante dele, às vezes involuntária, e ele nos conforta ao garantir que, sim, estamos lá. Sou eu

08 que olho para mim. E aquela superfície lisa me garante que existo.

09 Quando deixamos nosso mundo e partimos em direção a outros destinos, a primeira

10 paisagem que nos espanta é nossa própria geografia. Ao bater a porta de casa em direção ao

11 novo, a primeira imagem familiar que abandonamos é a de nós mesmos, e o primeiro estrangeiro

12 que nos espanta é o que nos encara do espelho da estação rodoviária ou do aeroporto. Quem é

13 esta pessoa que me olha? Com frequência, somos tentados a fazer a pergunta da poetisa Cecília

14 Meireles: “Em que espelho ficou perdida a minha face?”.

15 Toda viagem contém nossa esperança de sermos mais livres, mais felizes, mais

16 aventureiros, mais relaxados, melhores. Em geral, deixamos um cotidiano que nos confina a uma

17 vida que para muitos é menor e mais apertada do que nos sonhos. Ao botar o pé na estrada,

18 temos a expectativa de embarcar numa outra forma de ser e de viver, em um outro eu que nos

19 parece mais verdadeiro que aquele que acorda todo dia de manhã para seguir um roteiro

20 previsível. Como se longe de casa tivéssemos uma espécie de autorização para finalmente

21 sermos um tal de eu mesmo.

22 Então, vem à tona a primeira surpresa. Aquele rosto que nos estranha no espelho do

23 caminho é nosso. Ele nos perturba mais porque sabemos que é nosso, ainda que diferente pelo

24 ângulo, pelo tamanho e pela luz desconhecida do objeto que nos reflete com outras verdades. E

25 já ali, neste primeiro confronto, vemos algo que não sabíamos sobre nossa face, algo que o

26 espelho domesticado não havia nos mostrado. Começamos ___ compreender ali o pior e o

27 melhor das viagens: o risco. Talvez o que as pessoas que detestam sair de casa ou alterar ___

28 rotina mais temam é justamente o que podem ver de si mesmas num espelho que não é o seu.

29 É só ao sair que descobrimos que não podemos sair. Podemos embarcar apenas em nosso

30 próprio corpo. Às vezes aquelas malas todas, aqueles tantos sapatos e roupas, são apenas uma

31 tentativa inconsciente e desesperada de evitar a descoberta de que somos nossa própria

32 bagagem e viajamos apenas com tudo o que somos. Nem mais nem menos, nosso excesso de

33 peso é nossa nudez. É preciso abrir a porta da rua para compreender que ela só abre para dentro

34 e só leva para dentro.

35 Viajar é uma escolha profunda, que não depende da distância nem do destino. Numa

36 viagem, estamos sempre sozinhos, ainda que no meio de hordas de turistas. As paisagens

37 externas iluminam nossa paisagem interior, para o bem e para o mal. Não visitamos Roma, Nova

38 York ou Paris, as pirâmides do Egito, o deserto do Saara, as savanas africanas, o Rio de Janeiro,

39 a Amazônia ou o outro lado da rua. O que fazemos é revisitar a nós mesmos no contato com

40 diferentes culturas e percepções de mundo. A mudança de paisagem ilumina os cantos escuros

41 dos precepícios e as profundezas dos lagos que nos habitam. Sempre esperamos que exista em

42 nós um belvedere, é essa a nossa expectativa ao viajar. E nem sempre é um belvedere o que

43 encontramos. Por isso, toda viagem é subjetiva e, possivelmente, quando detestamos um lugar

44 ou um povo, é porque não gostamos do que vimos em nós.

45 Toda viagem é sem volta e leva sempre ao mesmo lugar: a nós mesmos. Ao final de cada

46 uma, o melhor que podemos esperar é termos nos tornado mais o que somos.

(Disponível em: http://desacontecimentos.com/?p=326 - texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale a alternativa que mostra uma palavra do texto em que NÃO há encontro consonantal.

  • A.

    Espelho.

  • B.

    Objetos.

  • C.

    Perdida.

  • D.

    Aventureiros.

  • E.

    Primeira.

Questão de Concurso - 1214791

Concurso CIAS Auxiliar Administrativo 2019

Questão 3

MS Concursos

Nível Médio

Considere os quatro textos a seguir para responder às próximas três questões.

Texto 1:

(Fragmento do Prefácio Interessantíssimo - Mário de Andrade)

Quando sinto a impulsão lírica escrevo sem pensar tudo que meu inconsciente me grita. Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi. Daí a razão deste Prefácio Interessantíssimo. Um pouco de teoria?

Acredito que o lirismo, nascido no subconsciente, acrisolado num pensamento claro ou confuso, cria frases que são versos inteiros, sem prejuízo de medir tantas sílabas, com acentuação determinada. Pronomes? Escrevo brasileiro. Si uso ortografia portuguesa é porque, não alterando o resultado, dá-me uma ortografia.

Escrever arte moderna não significa jamais para mim representar a vida atual no que tem de exterior: automóveis, cinema, asfalto. Si estas palavras frequentam-me o livro é porque pense com elas escrever moderna, mas porque sendo meu livro moderno, elas têm nele sua razão de ser.

Texto 2:

Erro de português. (Oswald de Andrade)

Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

Texto 3:

O capoeira. (Oswald de Andrade)

— Qué apanhá sordado?

— O quê?

— Qué apanhá? Pernas e cabeças na calçada.

Texto 4:

São José Rel Rei - (Oswald de Andrade)

Bananeiras
O Sol
O cansaço da ilusão
Igrejas
O ouro na serra de pedra
A decadência.

As palavras dos textos, prejuízo (texto 1), índio (texto 2), capoeira (texto 3) e bananeira (texto 4), são respectivamente:

  • A. Hiato – ditongo – ditongo – ditongo.
  • B. Ditongo – hiato – ditongo – hiato.
  • C. Hiato – hiato – ditongo – ditongo.
  • D. Hiato – ditongo – hiato – ditongo.

Questão de Concurso - 1214714

Concurso CIAS Técnico em Enfermagem 2019

Questão 4

MS Concursos

Nível Médio

Referente a encontros vocálicos, assinale a alternativa onde só temos ditongos decrescentes.

  • A. Muito / pai / céu.
  • B. Qual / linguiça / frequente.
  • C. Pátria / série / quatro.
  • D. Aguentar / quantia / vácuo.

Questão de Concurso - 1168598

Concurso Auditor 2018

Questão 10

Instituto Excelência

Nível Superior

Leia o texto abaixo e responda as questões de 1 a 15.



A Daslu e o shopping-bunker



A nova Daslu é o assunto preferido das conversas em São Paulo. Os ricos se entusiasmam com a criação de um local tão exclusivo e cheio de roupas e objetos sofisticados e internacionais. Os pequeno- burgueses praguejam contra a iniciativa, indignados com tanta ostentação.

Antes instalada num conjunto de casas na Vila Nova Conceição, região de classe alta, a loja que vende as grifes mais famosas e caras do mundo passará agora a funcionar num prédio monumental construído no bairro "nouveau riche" da Vila Olímpia e ao lado do infelizmente pútrido e malcheiroso rio Pinheiros.

A imprensa aproveita a mudança da Daslu para discorrer sobre as vantagens de uma vida luxuosa e exibir fotos exclusivas do interior da megaloja de quatro andares e seus salões labirínticos, onde praticamente não há corredores, pois, como diz a dona da loja, a ideia é que o consumidor se sinta em sua casa.

Estranha casa, deve-se dizer. Para entrar nela é preciso fazer uma carteira de sócio, depois de deixar o carro num estacionamento que custa R$ 30,00 (a primeira hora). Obviamente, tudo isso tem por objetivo selecionar os consumidores e intimidar os pouco afortunados – os mesmos que, ao se aventurar na antiga loja, reclamavam da indiferença das vendedoras, as dasluzetes, muito mais solícitas com aqueles que elas já conheciam ou que demonstravam de cara seu poder de compra.

As complicações na portaria visam também, embora não se diga com clareza, a proteger o local e dar segurança aos milionários de todo o país que certamente farão da nova Daslu um de seus "points" durante a estada em São Paulo, como já ocorria com a antiga casa. A segurança é um item cada vez mais prioritário nos negócios hoje em dia – antes mesmo da inauguração, a loja teve um de seus caminhões de mudança roubados.

As formalidades na entrada levam ainda em conta a privacidade do local de quase 20 mil metros quadrados, não muito longe da favela Coliseu (sic). A reportagem de um site calculou, por falar nisso, que a soma da renda mensal de todas as famílias da favela (R$ 10.725, segundo o IBGE) daria para comprar apenas duas calças Dolce & Gabbana na loja.

Tais fatores, digamos assim, sinistros da realidade brasileira é que impulsionam o pioneirismo da nova Daslu. Sim, a loja é uma empreitada verdadeiramente inédita. A Daslu, que desenvolveu no Brasil um certo tipo de atendimento exclusivo e personalizado para ricos, agora introduz, pela primeira vez no mundo, o modelo do shopping-bunker.

Todos sabem como os shopping-centers floresceram em São Paulo e nas capitais brasileiras, tanto pelas facilidades que propiciam para a gente que vive nos centros urbanos congestionados e tumultuados, quanto pela segurança. Ao longo dos anos, eles foram surgindo aqui e ali, alterando a sociabilidade e a paisagem das cidades. Acabaram se transformando em uma espécie de praça (fechada), onde as classes alta e média podiam circular com tranquilidade, sem serem importunadas pela visão e a presença dos numerosos pobres e miseráveis, que, por sua vez, ocuparam as praças públicas (abertas), como a da República e a da Sé, em São Paulo. Dentro dos shoppings, os brasileiros sonhamos um mundo de riqueza, organização, limpeza, segurança, facilidades e sobretudo de distinção que lá fora, nas ruas, está agora longe de existir.

Mas talvez os shoppings, mesmo os mais sofisticados, como o Iguatemi, tenham se tornado democráticos demais para o gosto da classe alta paulista. A cada pequeno entusiasmo econômico, logo a alvoraçada classe média da cidade resolve se intrometer aos bandos nas searas exclusivas dos muito ricos. (...)



Disponível em: : https://www1.folha.uol.com.br/folha/pensat a/ult682u123.shtml




Assinale a alternativa a qual NÃO há ditongo na opção:

  • A.

    Duas.

  • B.

    Conheciam.

  • C.

    Não.

  • D.

    Nenhuma das alternativas.

Questão de Concurso - 1191244

Concurso Assistente Social 2017

Questão 11

FACET Concursos (FACET)

Nível Superior

Leia o texto adiante transcrito e, em seguida, responda às questões a ele referentes:


 Ano Bom

 (Sérgio Porto) 

Felizmente somos assim, somos o lado bom da humanidade, a grande maioria, os de boa-fé. Baseado em nossa confiança no destino, em nossas sempre renovadas esperanças, é que o mundo consegue funcionar regularmente, deixando-nos a doce certeza – embora nossos incontornáveis amargores – de que viver é bom e vale a pena. E nós – graças às três virtudes teologais, às quais nos dedicamos suavemente, sem sentir, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos; graças a elas, achamos sinceramente que o ano que entra é o Ano-Bom, tal como aconteceu no dezembro que se foi e tal como acontecerá no dezembro que virá. 

Todos com ar de novidade, olhares onde não se esconde a ansiedade pela noite de 31, vamos distribuindo os nossos melhores votos de felicidades: 

- Boas entradas no Ano- Bom! 

- Igualmente, para você e todos os seus. 

E os dois que se reciprocaram tão belas entradas seguem os seus caminhos, cada qual para o seu lado, com um embrulho de presentes debaixo do braço e um mundo de planos na cabeça. 

Ninguém duvida de que este, sim, é o Ano- Bom. 

Pois se o outro não foi! 

E mesmo que tivesse sido, já não interessa mais – passou. E como este é o que vamos viver, este é o bom. Ademais, se é justo que desejemos dias melhores para nós, nada impede àqueles que foram felizes de se desejarem dias mais venturosos ainda. Por isso, lá vamos todos pródigos em boas intenções, distribuindo presentes para alguns, abraços para muitos e bons presságios para todos. 

- Boas entradas de Ano- Bom! 

- Igualmente, para você e todos os seus. 

A mocinha comprou uma gravata de listras, convencida pelo caixeiro de que o patrão era discreto. O rapaz comprou o perfume que o contrabandista jurou que era verdadeiro. Senhoras, a cada compra feita, tiram uma lista da bolsa e riscam um nome. Homens de negócios se trocarão aquelas cestas imensas, cheias de papel, algumas frutas secas, outras não, e duas garrafas de vinho, se tanto. Ao nosso lado, no lotação, um senhor de cabeça branca trazia um embrulho grande, onde adivinhamos um brinquedo colorido. De vez em quando ele olhava para o embrulho e sorria, antegozando a alegria do neto. 

No mais, os planos de cada um. Este vai juntar dinheiro, aquele acaricia a possibilidade de ter o seu longamente desejado automóvel. Há ainda uma jovem que ainda não sabe com quem, mas quer casar. Há um homem e o seu desejo, uma mulher e a sua esperança. Uma bicicleta para o menininho, boneca que diz “mamãe” para a garotinha; letra “O” para o funcionário; viagens para Maria; uma paróquia para o senhor vigário; um homem para Isabel – a sem pecados; Oswaldo não pensa noutra coisa; o diplomata quer Paris; o sambista um sucesso; a corista uma oportunidade; muitos candidatos vão querer a presidência; muitas mães querem filhos; muitos filhos querem um lar; há os que querem sossego; d. Odete, ao contrário, está louca pra badalar; fulano finge não ter planos; por falta de imaginação, sujeitos que já têm, querem o que têm em dobro, e, na sua solidão, há um viúvo que só pensa na vizinha. 

Todos se conhecem com maior ou menor grau de intimidade e, quando se encontram, saúdam- se: 

- Boas entradas de Ano-Bom! 

- Igualmente, para você e todos os seus. 

Felizmente somos assim. Felizmente não paramos para meditar, ter a certeza de que este não é o Ano-Bom porque é um ano como outro qualquer e que, através de seus trezentos e sessenta e cinco dias, teremos que enfrentar os mesmos problemas, as mesmas tristezas e alegrias. Principalmente erraremos da mesma maneira e nos prometeremos não errar mais, esquecidos de nossos defeitos e virtudes, os defeitos e virtudes que carregaremos até o último ano, o último dia, a última hora, a hora de nossa morte... amém! 

Mas não vamos nos negar esperanças, porque assim é que é humano; nem nos neguemos o arrependimento de nossos erros, embora, no ano novo, voltemos a errar da mesma forma, o que é mais humano ainda. 

Recomeçar, pois – ou, pelo menos, o desejo sincero de recomeçar -, a cada nova etapa, com alento para não pensar que, tão pronto estejam cometidos todos os erros de sempre, um outro ano virá, um outro Ano-Bom, no qual entraremos arrependidos, a fazer planos para o futuro, quando tudo acontecerá outra vez. 

Até lá, no entanto, teremos fé, esperança e caridade bastante para nos repetirmos mutuamente: 

- Boas entradas de Ano-Bom! 

- Igualmente, para você e todos os seus. 


Porto, Sérgio. O homem ao lado: crônicas / Sérgio Porto – 1ª ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

De acordo com as regras vigentes no sistema ortográfico da língua portuguesa, a palavra “viúvo”, presente no texto, apresenta:

  • A.

    ditongo

  • B.

    hiato

  • C.

    tritongo

  • D.

    encontro consonantal

  • E.

    desinência modo-temporal

Questão de Concurso - 1051310

Concurso UFPB Técnico em Contabilidade 2018

Questão 5

Instituto AOCP

Nível Médio

Assinale a alternativa em que há, respectivamente: hiato, ditongo crescente, ditongo decrescente e tritongo.
  • A. Pais, quarenta, chapéu, averiguou.
  • B. Sapucaí, régua, herói, saguão.
  • C. Freada, garantia, noite, enxaguei.
  • D. Moinho, madeira, quantidade, iguais.
  • E. Pinguim, tênue, vaidade, quaisquer.