Questões de Concurso de Formação das Palavras - Língua Portuguesa

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Questão de Concurso - 957627

Concurso STM Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Revisão de Texto 2017

Questão 111

Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB (CESPE/CEBRASPE)

Nível Superior

Em relação às estruturas linguísticas e às ideias do texto 6A4AAA e aos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue os itens seguintes.

As palavras “conspiração”, “sutilmente” e “terríveis” são formadas pelo processo morfológico de formação de palavras denominado sufixação.
  • C. Certo
  • E. Errado

Questão de Concurso - 1176226

Concurso UEPA Agente Administrativo 2019

Questão 3

Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP)

Nível Médio

Um exemplo de palavra formada por derivação é

  • A. recolhidos (linha 15).
  • B. regiões (linha 23).
  • C. recifes (linha 24).
  • D. refúgio (linha 27).

Questão de Concurso - 1123469

Concurso Professor Pedagogo 2019

Questão 3

Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (IBADE)

Nível Superior

BRASIL NO PROJETO EHT

A primeira imagem de um buraco negro está circulando pelo mundo já faz uma semana. Esse feito só foi possível a partir de uma combinação de sinais capturados por oito radiotelescópios e montada com a ajuda de um "telescópio virtual" criado por algoritmos. Mais de 200 cientistas de diferentes nacionalidades, que participaram do avanço científico, fazem parte do projeto Event Horizont Telescope (EHT).

Entre eles, está o nome da brasileira Lia Medeiros, de 28 anos, que se mudou na infância para os Estados Unidos, onde acaba de defender sua tese de doutorado (conhecida lá fora como PhD) pela Universidade do Arizona. Filha de um professor de Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), afirmou, em entrevista ao G1, que cresceu perto de pesquisas científicas. Ela também precisou usar inglês e português nos vários lugares em que morou e, por isso, viu na matemática uma linguagem que não mudava.

Especializada em testar as teorias da física nas condições extremas do espaço, Lia encontrou no EHT o projeto ideal para o seu trabalho. Ela atuou tanto na equipe que realizou as simulações teóricas quanto em um dos quatro times do grupo de imagens. Os pesquisadores usaram diferentes algoritmos para ter os pedaços da imagem do buraco negro captados pelos sinais dos radiotelescópios e preencher os espaços vazios para completar a "fotografia".

O feito de Lia recebeu destaque no site da Universidade do Arizona, que listou o trabalho no projeto de mais de 20 estudantes da instituição, começando pela brasileira. Segundo a pesquisadora, embora os resultados do projeto EHT tenham sido obtidos graças ao trabalho de mais de tantas pessoas, o foco que as mulheres participantes do projeto receberam é positivo para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista.

Como você se envolveu com ciência e, mais especificamente, com a astronomia?

Meu pai é professor universitário e cresci perto da pesquisa científica. Decidi que queria fazer um PhD desde cedo, mesmo antes de saber o que queria estudar. Mudei muito durante a minha vida e troquei de línguas entre português e inglês três vezes até os 10 anos. Quando era criança, percebi que, mesmo que a leitura e a escrita fossem completamente diferentes em países diferentes, a matemática era sempre a mesma. Ela parecia ser uma verdade mais profunda, como se fosse de alguma forma mais universal que as outras matérias. Mergulhei na matemática e amei.

No ensino médio, estudei física, cálculo e astronomia ao mesmo tempo e, finalmente, entendi o real significado da matemática. Fiquei maravilhada e atônita que nós, seres humanos, conseguimos criar uma linguagem, a matemática, que não é só capaz de descrever o universo, mas pode inclusive ser usada para fazer previsões.
Fiquei especialmente maravilhada pelos buracos negros e a teoria da relatividade geral. Decidi então que queria entender os buracos negros, que precisava entender os buracos negros. Lembro que perguntei a um professor qual curso eu precisava estudar na faculdade para trabalhar com buracos negros. Ele disse que provavelmente daria certo com física ou astronomia. Então eu fiz as duas.

E como você se envolveu com o projeto do EHT?

Meus interesses de pesquisa estão focados no uso de objetos e fenômenos astronômicos para testar os fundamentos das teorias da física. Eu vejo a astronomia como um laboratório onde podemos testar teorias nos cenários mais extremos que você possa imaginar. O EHT era o projeto perfeito para isso, porque as observações dele sondam a física gravitacional no regime dos campos de força em maneiras que ainda não tinham sido feitas antes. (...)
Tenho dedicado uma porcentagem significativa do meu tempo, durante meus estudos, em tentar expandir a representação das mulheres na ciência, especificamente focando em dar às meninas jovens exemplos positivos nos modelos femininos na STEM [sigla em inglês para ciências, tecnologia, engenharia e matemática]. Por exemplo, frequentemente visito escolas de ensino médio e outros locais para dar palestras públicas.
Na minha opinião, reconhecer que muitas mulheres estão envolvidas nesse resultado pode ser muito benéfico para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista. É importante que garotas e jovens mulheres saibam que essa é uma opção para elas, e que não estarão sozinhas se optarem por uma carreira científica.

https://gazetaweb.globo.com

Em “Fiquei ESPECIALMENTE maravilhada pelos buracos negros.”, a palavra destacada foi formada pelo mesmo processo que:

  • A.

    estudante.

  • B.

    ambidestro.

  • C.

    malmequer.

  • D.

    incapacidade.

  • E.

    encadernar.

Questão de Concurso - 963621

Concurso TJ AL Técnico Judiciário - Área Judiciária 2018

Questão 14

Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível Médio

A palavra do texto que NÃO segue o mesmo processo de formação que as demais é:
  • A. ressentimento;
  • B. covardia;
  • C. legislação;
  • D. importante;
  • E. veiculo.

Questão de Concurso - 962912

Concurso Câmara de Salvador Assistente Legislativo Municipal 2017

Questão 25

Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível Médio

A palavra abaixo que NÃO segue o mesmo processo de formação que as demais é:
  • A. agressão;
  • B. imposição;
  • C. repressão;
  • D. familiar;
  • E. desgaste.

Questão de Concurso - 1156015

Concurso SEMEC Professor de Educação Infantil - Anos Iniciais do Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano/ Polivalência) 2019

Questão 21

Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (NUCEPE/UESPI)

Nível Superior

Leia o texto para responder às questões 17 a 22.

Cientista português cria sistema para facilitar a comunicação de pessoas com deficiência motora.

Gilberto Costa

Lisboa – Um recurso tecnológico desenvolvido pelo engenheiro eletrônico do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Universidade de Coimbra (UC), Gabriel Pires, permite que pessoas com deficiência, que perderam a mobilidade nos braços e nas pernas, resgatem a possibilidade de se comunicar usando apenas o movimento das pálpebras.

A interface é formada por um computador portátil ligado a eletrodos que captam as ondas cerebrais acionadas com o piscar dos olhos. Os sinais são amplificados e reconhecidos por um software especial. A tecnologia permite ao usuário formar palavras e frases usando um sistema que mostra as letras de forma aleatória, escolhidas com o movimento das pálpebras.

“É como se fosse uma antiga máquina de escrever”, esclarece Gabriel Pires. Segundo ele, o dispositivo ainda permite ao usuário ligar a televisão e as luzes, acionar alarmes via telefone, conduzir uma cadeira de rodas e realizar outras tarefas cotidianas, como conversar pelo computador ou enviar um e-mail.

“É um novo canal de comunicação que se abre para pessoas sem mobilidade e que, apesar da deficiência, estão com a capacidade cognitiva intacta.

” A interface já está sendo produzida por uma empresa austríaca e o ISR trabalha agora no aperfeiçoamento da tecnologia para “diminuir o tempo de comunicação e aumentar a usabilidade”. A pesquisa aproxima Portugal de centros de excelência para pesquisa neurocientífica, como os que existem na Alemanha e nos Estados Unidos.

No Brasil, segundo dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 2% da população é formada por pessoas com deficiência motora severa, como tetraplégicos, com paralisia cerebral ou esclerose lateral amiotrófica. Essas pessoas têm direito a linhas de financiamento para aquisição de produtos e serviços de acessibilidade, conforme o “Programa Viver sem Limite”.

Disponível em: http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/2012-11-03/cientista-portugues-cria-sistema-para-facilitar-comunicacao-de-pessoas-com-deficienciamotora. Acesso em: 17 de nov. de 2019.

A palavra “movimento” (l. 04) é formada por um processo conhecido como derivação

  • A.

    prefixal e sufixal.

  • B.

    regressiva.

  • C.

    imprópria.

  • D.

    prefixal.

  • E.

    sufixal.

Questão de Concurso - 959320

Concurso DETRAN CE Analista de Trânsito - Área Administração 2017

Questão 4

Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Nível Superior

O prefixo de “imprescindível” (linha 15) difere semanticamente de
  • A. incomum.
  • B. imigrante.
  • C. irregular.
  • D. desnecessário.

Questão de Concurso - 1206165

Concurso MRE Oficial de Chancelaria 2015

Questão 15

Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível Superior

Texto 2 – No começo era o pé

Sim, no começo era o pé. Se está provado, por descobertas arqueológicas, que há sete mil anos estes brasis já eram habitados, pensai nestas legiões e legiões de pés que palmilharam nosso território. E pensai nestes passos, primeiro sem destinos, machados de pedra abrindo as iniciais picadas na floresta. E nos pés dos que subiam às rochas distantes, já feitos pedra também, e nos que se enfeitaram de penas e receberam as primeiras botas dos conquistadores e as primeiras sandálias dos pregadores; pés barrentos, nus, ou enrolados de panos dos caminheiros, pés sobre-humanos dos bandeirantes que alargaram um império, quase sempre arrastando passos e mais passos em chãos desconhecidos, dos marinheiros dos barcos primitivos e dos que subiram aos mastros das grandes naus. Depois o Brasil se fez sedentário numa parte de seu povo. Houve os pés descalços que carregaram os pés calçados, pelas estradas. A moleza das sinhazinhas de pequeninos pés redondos, quase dispensáveis pela falta de exercício. E depois das cadeirinhas, das carruagens, das redes carregadas por escravos, as primeiras grandes estradas já com postos de montaria organizados, o pedágio de vinténs estabelecido já no século XVIII. Mas além da abertura dos portos, depois da primeira etapa da industrialização, com os navios a vapor, as estradas de ferro, o pé de sete milênios da terra do Brasil ainda faz seu caminho. (Dinah Silveira de Queiroz)

Um dos processos conhecidos de formação de palavras em Português é a chamada “derivação imprópria”, marcada pela criação de uma nova palavra pela modificação de sua classe original. Tal processo aparece em:

  • A.

    “Sim, no começo era o pé”.

  • B.

    “Se está provado, por descobertas arqueológicas, que há sete mil anos estes brasis já eram habitados...”.

  • C.

    “... pensai nestas legiões e legiões de pés que palmilharam nosso território”.

  • D.

    “E pensai nestes passos, primeiro sem destinos, machados de pedra abrindo as iniciais picadas na floresta”.

  • E.

    “E nos pés dos que subiam às rochas distantes”.

Questão de Concurso - 1210054

Concurso

Questão 4

Nível

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir, para responder às questões de 1 a 6.

A onça doente

Monteiro Lobato

A onça caiu da árvore e por muitos dias esteve de cama seriamente enferma. E como não pudesse caçar, padecia fome das negras.

Em tais apuros imaginou um plano.

— Comadre irara – disse ela – corra o mundo e diga à bicharia que estou à morte e exijo que venham visitar-me.

A irara partiu, deu o recado e os animais, um a um, principiaram a visitar a onça.

Vem o veado, vem a capivara, vem a cutia, vem o porco do mato.

Veio também o jabuti.

Mas o finório jabuti, antes de penetrar na toca, teve a lembrança de olhar o chão. Viu na poeira só rastos entrantes, não viu nenhum rastro sainte. E desconfiou:

— Hum!… Parece que nesta casa quem entra não sai. O melhor, em vez de visitar a nossa querida onça doente, é ir rezar por ela…

E foi o único que se salvou.

Disponível em: encurtador.com.br/hALX1. Acesso em: 25 out. 2019.

Releia o trecho a seguir.

“Viu na poeira só rastos entrantes, não viu nenhum rastro sainte.”

As palavras entrante e sainte são formadas a partir do processo de

  • A. aglutinação.
  • B. derivação prefixal.
  • C. derivação sufixal.
  • D. derivação parassintética.

Questão de Concurso - 1211925

Concurso Prefeitura de Ponte Nova Auxiliar Administrativo 2019

Questão 5

Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS)

Nível Médio

Texto para as questões 1 a 5


Galinhas, justiça

Nuno Ramos


O inferno, se existe, é com certeza um lugar cheio. O sofrimento solitário pode ser melancólico ou extremamente assustador – em filmes de terror, as vítimas estão quase sempre sozinhas –, mas o horror maior está associado à multidão. Isso está tão entranhado em nós que transfere-se facilmente aos bichos. Como não sentir aflição numa estrada, quando ficamos presos atrás de um caminhão cheio de porcos? Ou numa granja, diante de uma jaula de galinhas que tentam se mover num espaço absurdamente comprimido? Embora fossem mais comuns antigamente, há ainda, nas feiras ou mercados de periferia, lojas macabras onde ficam amontoadas, num cubo de penas e de cacarejos, esperando para morrer. O que resta de vivo nessas galinhas comprimidas às dúzias é puramente acidental e irrelevante, algo a ser interrompido em breve pela degola.


Galinhas parecem extremamente burras. Não representam a paz, como as pombas, nem a sabedoria e a vigília, como as corujas, nem a agressividade altiva e predadora, como os falcões ou os condores. Mas há o ovo, a obra-prima comum a todas as aves, uma perfeita combinação de higiene e de asco, de assepsia e de gosma, de transparência e amarelo de cádmio, de sol e placenta, desastre e construção, de solidez e fragilidade, origem e fim.


No entanto, mesmo neste grau mínimo de identificação, o sofrimento animal incomoda. E mais do que a ameaça ou efetivação da morte, é a comparação massiva de um largo número de indivíduos num espaço exíguo que parece insuportável. A multidão, tornada coisa física, peso e matéria, torna-se também repugnante – acho mais fácil ver cortado o pescoço de uma galinha do que observá-las enjauladas. Talvez seja apenas num momento como este, num estádio de futebol ou numa passeata, sufocados por quem também nos sufoca, que percebemos nossa dependência da atmosfera. Precisamos de ar à nossa volta, de vento, da curva côncava, sempre um pouco além de nós, e nossa visão faz o elogio da distância, do azul e da miragem.


É preciso renunciar à compressão física como castigo. Punimos nossa amável paralisia, o abandono de nossos membros à inércia como uma industriosidade gestual simplesmente histérica. E se fazemos isto conosco voluntariamente, imagine com aqueles que devem ser punidos. Estes são tratados pior do que galinhas enjauladas, amontoados atrás das barras como sacos vazios sem mistério e sem vida pregressa.

RAMOS, Nuno. Ó. São Paulo: Iluminuras, 2008. p. 73-81. (fragmento adaptado).


A palavra que foi formada pelo mesmo processo de “industriosidade” é

  • A.

    “irrelevante”.

  • B.

    “enjauladas”.

  • C.

    “obra-prima”.

  • D.

    “extremamente”.