Questões de Concurso de Parênteses - Língua Portuguesa

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Questão de Concurso - 1213700

Concurso Motorista de Ambulância 2019

Questão 6

Instituto Consulplan

Nível Fundamental

Felicidade

Não se preocupe: não vou dar, pois não tenho, receita de ser feliz. Não vou querer, pois não consigo, dar lição de coisa alguma. Decido escrever sobre esse tema tão gasto, tão vago, quase sem sentido, porque leio sobre felicidade. Recebo livros sobre felicidade. Vejo que, longe de ser objeto de certa ironia e atribuída somente a livros de autoajuda (hoje em dia o melhor meio de querer insultar um escritor é dizer que ele escreve autoajuda), ela serve para análises filosóficas, psicanalíticas. Parece que existe até um movimento bobo para que a felicidade seja um direito do ser humano, oficializado, como casa, comida, dignidade, educação.

Mas ela é um estado de espírito. Não depende de atributos físicos. Nem de inteligência: acho até que, quanto mais inteligente se é, mais possibilidade de ser infeliz, porque se analisa o mundo, a vida, tudo, e o resultado tende a não ser cor-de-rosa. Posso estar saudabilíssimo, e infeliz. Posso ter montanhas de dinheiro, mas viver ansioso, solitário. Talvez felicidade seja uma harmonia com nós mesmos, com os outros, com o mundo. Alguma inserção consciente na natureza, da qual as muralhas de concreto nos isolam, ajuda. Mas dormimos de cortinas cerradas para não ver a claridade do dia, ou para escutar menos o rumor do mundo (trem passando embaixo da janela não dá). Tenho um amigo que detesta o canto dos pássaros, se pudesse mataria a tiro de chumbinho os sabiás que alegram minhas manhãs. Um parente meu não suportava praia, porque o barulho do mar lhe dava insônia.

Portanto, cada um é infeliz à sua maneira.

Uma boa rima para felicidade pode ser simplicidade. Ainda tenho projetos, sempre tive bons afetos. O que mais devo querer? A pele imaculada, o corpo perfeito, a bolsa cheia, a bolsa ou a vida? Acho que, pensando bem, com altos e baixos, dores e amores, e cores e sombras, eu ainda prefiro a vida.

(Lya Luft. Revista Veja. Agosto de 2011. Com adaptações.)

Em “Mas dormimos de cortinas cerradas para não ver a claridade do dia, ou para escutar menos o rumor do mundo (trem passando embaixo da janela não dá).” (2º§), os parênteses foram empregados para:

  • A. Convencer o leitor.
  • B. Destacar uma dúvida.
  • C. Indicar um comentário.
  • D. Revelar uma expectativa.

Questão de Concurso - 967643

Concurso STJ Analista Judiciário - Área Judiciária 2018

Questão 2

Centro de Seleção e de Promoção de Eventos UnB (CESPE/CEBRASPE)

Nível Superior

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, julgue os próximos itens.

No primeiro parágrafo, os parênteses foram empregados para isolar palavras cuja função é explicar o sentido do elemento que imediatamente lhes antecede.
  • C. Certo
  • E. Errado

Questão de Concurso - 1151326

Concurso Agente Municipal de Trânsito e Transporte 2019

Questão 8

Centro de Extensão, Treinamento e Aperfeiçoamento Profissional Ltda (CETAP)

Nível Médio

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Lovelace

A programação de computadores é vista como uma área majoritariamente masculina, mas sua criadora foi uma mulher.


Filha da baronesa Anne lsabella Mibankle, conhecida como "princesa dos paralelogramas" por causa de sua paixão por pollgonos, e do principal nome do romantismo do século 19, Lord Byron, Augusta Ada Byron uniu a paixão de seus dois pais: a ciência e a poesia.

Foi criada apenas pela mãe, após uma separação tumultuosa. Anne queria que a filha ficasse o mais longe possível do estilo de vida boêmio do pai, por isso a incentivou a estudar matemática, uma área incomum para as mulheres da época. Aos 12 anos, a menina ficou obcecada com a ideia de voar. Estudou a anatomia dos pássaros para determinar o equilíbrio entre o tamanho das asas e o peso do corpo, e escreveu seu primeiro livro, Flyology, em que detalhou projetos para a construção de um aparelho de voo.

Já aos 17, encantou-se com a invenção do matemático inglês Charles Babbage: a máquina analítica (uma espécie de avô do computador) que servia para fazer cálculos. Queria ser sua aluna e enviou várias cartas com esse pedido, sendo constantemente rejeitada. Até que ela traduziu para o inglês um artigo publicado pelo cientista em uma revista suíça, fazendo apontamentos e adicionando notas de rodapé. O trabalho impressionou Charles, que aceitou pesquisar em conjunto.

Ada também amava poesia. Ela via beleza na lógica e na matemática, que chamava de "ciência poética". Com essa forma de olhar para as máquinas, ela expandiu o potencial da criação de Babbage. Ela percebeu, teoricamente, que a máquina poderia ser programada e reprogramada para desempenhar várias tarefas além dos cálculos previstos no projeto inicial, como resolver questões de lógica, interpretar palavras etc. Assim, criou algoritmos que seriam base para os programas de computadores, que adicionam uma camada de abstração às máquinas. Sua invenção daria origem aos computadores anos mais tarde. Em suas notas trouxe um questionamento: as máquinas pensam? Já imaginava a ideia de inteligência artificial.

Apesar de ser a primeira pessoa a conceber um programa, por muito tempo Ada não teve reconhecimento, e estudiosos questionavam até se ela o havia escrito. Mais de cem anos após sua morte, seu nome voltou a ser foco quando o pai da computação, Alan Turing, usou seus escritos para construir o primeiro computador, dando a devida importância para a cientista. Ada Lovelace -o sobrenome é do marido, Conde de Lovelace - morreu aos 36 anos, mesma idade de Lord Byron ao falecer. Apesar de nunca terem convivido, pediu para ser enterrada ao seu lado.
Fonte: Dossiê Super Interessante, p. 8.

É incorreto afirmar sobre os parênteses do terceiro parágrafo:

  • A.

    que contém um aposto.

  • B. que poderiam ser substituídos por vírgulas.
  • C.

    que poderiam ser substituídos por travessões.

  • D.

    que contém uma reflexão.

Questão de Concurso - 1132549

Concurso Guarda Civil 2019

Questão 8

Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (IDIB)

Nível Médio

A mãe foi indiciada por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), abandono de incapaz, maus-tratos e negligência. (linhas 6 a 8)

O uso de parênteses no período acima se justifica por

  • A.

    apresentar uma observação da autora, de caráter pessoal.

  • B.

    não interromper a sequência dos crimes listados desde o começo do período.

  • C.

    trazer uma explicação no plano extratextual acerca do sentido da expressão imediatamente anterior.

  • D.

    apresentar a interpretação que o Ministério Público deu ao ato praticado.

  • E.

    justificar um dos motivos por que ela deve ser solta na audiência de custódia.

Questão de Concurso - 1156138

Concurso SF Analista Legislativo - Área Apoio Técnico ao Processo Legislativo - Especialidade: Processo Legislativo 2011

Questão 2

Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível Superior

No texto, há quatro ocorrências do uso de parênteses:


I. (fazendo jogo de contraste com o ”Consenso de Washington") (L.22-23);

II. (gotejamento) (L.43);

III. (veja-se o Tea Party nos EUA) (L.53); e

IV. (”O Futuro da História”) (L.68).


Sabendo-se que os parênteses têm usos diversos, é correto afirmar que


  • A.

    as ocorrências II e IV têm o mesmo objetivo.

  • B.

    nenhuma das ocorrências tem o mesmo objetivo.

  • C.

    as ocorrências III e IV têm o mesmo objetivo.

  • D.

    as ocorrências I, II e III têm o mesmo objetivo.

  • E.

    as ocorrências I e II têm o mesmo objetivo.

Questão de Concurso - 1107968

Concurso SME Professor de Educação Fundamental - Área Língua Portuguesa 2019

Questão 26

Subsecretaria de Serviços Compartilhados

Nível Superior

Considerar o seguinte texto para responder às questões 18 a 32.

Texto III: O que é uma língua?

A padronização, a gramatização, a ortografização de uma língua têm constituído, em todos os momentos históricos, um processo de seleção e, como todo processo de seleção, um processo simultâneo de exclusão. A centralização dos Estados nacionais a partir do Renascimento em torno da figura do rei, símbolo da nacionalidade, acarretou a construção política de uma língua nacional, de uma língua oficial.

Ora, que critérios poderiam ser empregados para definir essa língua oficial, essa língua que, de materna, se transformará em língua paterna, língua pátria, língua oficial? Em meio à diversidade linguística que sempre caracterizou todos os países da Europa, que língua ou que variedade de língua será arrancada de sua dinâmica social para se transformar em monumento, em símbolo da identidade nacional?

Os critérios serão, sempre, de ordem política e nunca-jamais de ordem “linguística”, no sentido de não haver possibilidade alguma de uma variedade ser escolhida por algum conjunto de características “inerentes” (beleza, elegância, riqueza, concisão etc.) que a tornem “naturalmente” mais apta a ser eleita para o processo de hipostasiação. A língua escolhida será sempre, nos casos das nações unificadas, a língua ou dialeto falado na região onde se situa o poder, a Corte, a aristocracia, o rei.

A famosa Ordonnance de Villers-Cotterêts assinada em 6 de setembro de 1539 pelo rei Francisco I, decreta que todo e qualquer documento legal, contratos, sentenças, testamentos etc., “sejam pronunciados, registrados e entregues às partes em linguagem materna francesa, e não outramente”. Ora, essa “linguagem materna francesa” é de uso extremamente minoritário no século XVI, e mesmo no final do XVIII, como veremos adiante, era desconhecida por três quartos da população da França. Sua escolha como língua oficial se deve ao mero fato de ser a língua materna do rei, o que é razão suficiente para decretar sua oficialidade, apesar de sua reduzida difusão entre os súditos. Com isso, o que poderia parecer um ato de democratização das relações entre o poder e os cidadãos – a substituição do latim pelo francês nos atos oficiais – era, na verdade, uma reafirmação do caráter aristocrático daquele regime político e se prendia ao simples fato de, àquela altura da história francesa, o latim já ser uma língua desconhecida para a maioria dos membros da elite política e cultural.

A língua ou variedade de língua eleita para ser oficial será objeto de um trabalho de codificação, de padronização, trabalho empreendido pelos gramáticos, e também de criação de um léxico novo, amplo, que permita à língua ser instrumento da alta literatura, da ciência, da religião e do direito.

Por conseguinte, e ao contrário do que comumente (e lamentavelmente) se lê em textos assinados por (socio)linguistas – num discurso que se repete também nos livros didáticos de português, supostamente “atualizados” com os avanços da ciência linguística –, a norma-padrão definitivamente não é uma das muitas variedades linguísticas que existem na sociedade. Não existe uma variedade padrão (aliás, uma contradição em termos, pois se é padrão, isto é, uniforme e invariante, como pode ser uma “variedade”?), nem um dialeto-padrão, nem uma língua padrão, embora esses termos pululem na bibliografia dedicada ao tema. O que existe é uma norma-padrão, língua materna de ninguém, língua paterna por excelência, língua da Lei, uma norma no sentido mais jurídico do termo.

Marcos Bagno
“O que é uma língua? Imaginário, ciência e hipóstase” In: LAGARES, X. C.; BAGNO, M. Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola, 2011

A função do uso dos parênteses, no último parágrafo, é:

  • A. exemplificar enunciados anteriores
  • B. eliminar partes excedentes
  • C. integrar elementos dêiticos à narrativa
  • D. expressar opinião do autor

Questão de Concurso - 959963

Concurso TRANSPETRO Cozinheiro 2018

Questão 3

Fundação CESGRANRIO (CESGRANRIO)

Nível Fundamental

No trecho “vetores de doenças, como o barbeiro (doença de Chagas), o mosquito-palha (leishmaniose) e o mosquito- prego (malária)”, (l. 27-29), os parênteses foram utilizados com o objetivo de
  • A. acrescentar uma informação relacionada ao termo anterior.
  • B. expressar a opinião do autor sobre a temática do texto.
  • C. inserir um sinônimo para explicar o sentido de um termo.
  • D. introduzir uma crítica ao que foi mencionado antes.
  • E. provocar a reflexão do leitor sobre um termo científico.

Questão de Concurso - 965849

Concurso

Questão 8

Nível

No trecho “O número de homens, pelo contrário, tornou-se (como dizem) uma verdadeira explosão.”, a utilização de parênteses ocorreu com o objetivo de:
  • A. Acrescentar um dado informativo.
  • B. Indicar a suspensão de um período.
  • C. Fazer uma entonação.
  • D. Isolar uma locução intercalada.
  • E. Dar prosseguimento a um fato.

Questão de Concurso - 99741

Concurso TRF 4 Analista Judiciário - Área Contabilidade 2004

Questão 13

Fundação Carlos Chagas (FCC)

Nível Superior

Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que segue.



                                                                                                                                 Justiça e burocracia


A finalidade maior de todo processo judicial é chegar a uma sentença que condene o réu, quando provada a culpa, ou o absolva, no caso de ficar evidenciada sua inocência ou se nada vier a ser efetivamente comprovado contra ele. O pressuposto é o de que, em qualquer dos casos, a sentença terá sido justa. Mas nem sempre isso ocorre. O caminho processual é ritualístico, meticuloso, repleto de cláusulas, de brechas para interpretação subjetiva, de limites de prazos, de detalhes técnicos – uma longa jornada burocrática, em suma, em que pequenos subterfúgios tanto podem eximir de condenação um culpado como penalizar um inocente. Réus poderosos contam com equipes de advogados particulares experientes e competentes, ao passo que um acusado sem recursos pode depender de defensores públicos mal remunerados e indecisos quanto à melhor maneira de conduzir um processo.
No limite, mesmo os réus de notória culpabilidade, reincidentes, por exemplo, em casos de corrupção, acabam por colecionar o que cinicamente chamam de “atestados de inocência”, sucessivamente absolvidos por força de algum pequeno ou mesmo desprezível detalhe técnico. Quanto mais burocratizados os caminhos da justiça, maior a possibilidade de que os “expedientes” das grandes “raposas dos tribunais” se tornem decisivos, em detrimento da substância e do mérito essencial da ação em julgamento. A burocracia dos tortuosos caminhos judiciais enseja a vitória da má- fé e do oportunismo, em muitos casos; em outros, multiplica entraves para que uma das partes torne evidente a razão que lhe assiste.



(Domiciano de Moura)



Indica-se corretamente, entre parênteses, o sentido da palavra ou expressão sublinhada na frase:
  • A. Queremos ser, ao mesmo tempo, polidos e solidamente honestos. (esporadicamente)
  • B. (...) sob pena de serem tachados de insanos e violentamente repudiados. (qualificados)
  • C.

    (...) estão imunes a qualquer necessidade de mascaramento. (afeitos)

  • D. Isso esclarece um pouco a razão das tensões que costumam nos tomar em nosso cotidiano. (sobremaneira)
  • E. Acredita-se que tais contradições tenham nascido com as primeiras instituições humanas. (cujas)

Questão de Concurso - 128561

Concurso BESC Assistente Administrativo 2004

Questão 2

Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Nível Médio

O uso de parênteses no quarto parágrafo do texto caracteriza:

  • A.

    explicação de um termo anteriormente expresso.

  • B.

    ressalva corretiva de uma opinião aparentemente equívoca anterior.

  • C.

    observação complementar à opinião anteriormente expressa.

  • D.

    apresentação de uma alternativa a uma dúvida anteriormente expressa.

  • E.

    oposição à idéia imediatamente anterior, contradizendo-a.