Pedagogia Educação Infantil Funções do educador e das equipes de apoio

A língua é um sistema que tem como centro a interação verbal, que se faz através de textos ou discursos, falados ou escritos. Isso significa que esse sistema depende da interlocução (inter+ locução = ação linguística entre sujeitos). 

Partindo dessa concepção, uma proposta de ensino de língua deve valorizar o uso da língua em diferentes situações ou contextos sociais, com sua diversidade de funções e sua variedade de estilos e modos de falar. Para estar de acordo com essa concepção, é importante que o trabalho em sala de aula se organize em torno do uso e que privilegie a reflexão dos alunos sobre as diferentes possibilidades de emprego da língua. Isso implica, certamente, a rejeição de uma tradição de ensino apenas transmissiva, isto é, preocupada em oferecer ao aluno regras e conceitos prontos, que ele só tem que memorizar, e de uma perspectiva de aprendizagem centrada em automatismos e reproduções mecânicas. Por isso é que uma adequada proposta para o ensino de língua deve prever não só o desenvolvimento de capacidades necessárias às práticas de leitura e escrita, mas também de fala e escuta compreensiva em situações públicas (a própria aula é uma situação de uso público da língua). 

(Por: Antônio Augusto F. Batista e al. Equipe da UFMG – Próletramento. Alfabetização e Linguagem.) 


Analise as proposições com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após análise, marque a série correta. 


( ) No curso da História, o conceito de alfabetização se identificou ao ensino-aprendizado da “tecnologia da escrita”, quer dizer, do sistema alfabético de escrita, o que, em linhas gerais, significa, na leitura, a capacidade de decodificar os sinais gráficos, transformando-os em “sons”, e, na escrita, a capacidade de codificar os sons da fala, transformando-os em sinais Gráficos (correspondendo aos grafemas e fonemas). 

( ) A partir dos anos 1980, o conceito de alfabetização foi ampliado com as contribuições dos estudos sobre a psicogênese da aquisição da língua escrita, particularmente com os trabalhos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky. 

( ) De acordo com os referidos estudos, o aprendizado do sistema de escrita se reduziria ao domínio de correspondências entre grafemas e fonemas (a decodificação e a codificação), caracterizando-se como um processo ativo por meio do qual a criança, desde seus primeiros contatos com a escrita, construiria e reconstruiria hipóteses sobre a natureza e o funcionamento da língua escrita, compreendida como um sistema de representação, de forma meramente simbólica. 

( ) O termo alfabetização (na sua evolução) passou a designar o processo não apenas de ensinar e aprender as habilidades de codificação e decodificação, mas também o domínio dos conhecimentos que permitem o uso dessas habilidades nas práticas sociais de leitura e escrita. É diante dessas novas exigências que surge uma nova adjetivação para o termo – alfabetização funcional – criada com a finalidade de incorporar as habilidades de uso da leitura e da escrita em situações sociais e, posteriormente, a palavra letramento. 

( ) Com o surgimento dos termos letramento e alfabetização (ou alfabetismo) funcional, muitos pesquisadores preferiram usar a fusão alfabetização e letramento. Passando a utilizar ambos os termos no sentido restrito, para designar aquele que sabe ler.

  • A.

    V; V; V; V; V.

  • B.

    V; V; F; F; V.

  • C.

    V; F; F; V; V.

  • D.

    V; V; F; V; F.

  • E.

    F; V; F; V; V.