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Ao discorrer sobre a teoria criada por Emillia Ferreiro e Ana Teberosky, conhecida geralmente pelo rótulo de ''construtivismo'', Arthur Morais tece uma série de considerações. Uma dessas considerações é a não utilização desse termo - construtivismo - e a substituição pelos termos ''teoria da psicogênese'' ou ''teoria da psicogênese da escrita''.
Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que não apresenta uma justificativa apresentada pelo autor para a não utilização do termo ''construtivismo''.
Diferente do que se defende o construtivismo, a leitura de textos não é uma elaboração contínua de hipóteses sobre as palavras do texto, mas sim, um processo automático, não intencional e muito complexo de processamento das letas e das unidades da estrutura fono-ortográfica de cada palavra, que conduz ao seu reconhecimento ou à sua identificação.
No Jargão pedagógico e no senso comum, construtivismo se tornou uma palavra muito abrangente, que pode exprimir desde os princípios de pedagogias Laissez-faire ou de pedagogias que só valorizam a descoberta espontânea dos alunos, até formas travestidas do que há de mais transmissivo e tradicional na história das escolas repressoras.
O construtivismo é uma concepção teórica muito ampla, com raízes no campo da filosofia, não podendo ser reduzido a uma teoria sobre o aprendizado do sistema alfabético, nem sequer a uma única teoria psicológica.
Entre os que pesquisam ou praticam alfabetização com um viés construtivista não existe um consenso sobre como alfabetizar melhor.


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