Antropologia Comunidades Tradicionais

Em seu texto “A sociedade contra o Estado” Pierre Clastres afirma que as sociedades primitivas, objeto tradicional da Antropologia nas primeiras décadas de institucionalização da disciplina, não estariam condenadas à economia de subsistência em razão de uma pretensa inferioridade tecnológica. O argumento do autor se sustenta, fundamentalmente,

  • A.

    na compreensão de que a divisão do trabalho entre homens e mulheres propiciava excedentes que possibilitavam trocas para além das necessidades básicas do grupo.

  • B.

    no entendimento de que as sociedades primitivas dominavam o meio natural adaptado e relativo às suas necessidades.

  • C.

    na idéia de que os grupos nessas sociedades dominavam absolutamente a natureza e, dessa forma, proviam de forma equilibrada e igualitária as necessidades básicas da sociedade.

  • D.

    na convicção de que, por se tratarem de sociedades sem Estado, não havia necessidade de produção de excedentes para a manutenção de grupamentos voltados para o exercício da guerra.

  • E.

    na comprovação empírica de que as trocas entre grupos de distintas sociedades como, por exemplo, o casamento, possibilitava o uso compartilhado de variados recursos naturais.