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Leia o texto a seguir.
Num país como o nosso, quase todo de clima tropical, construir sombra é uma necessidade básica para obter-se uma arquitetura comprometida com o homem e o meio ambiente. Não pode ser apenas força de expressão, mas sim uma postura consciente. Uma atitude consequente capaz, inclusive, de motivar a criação de novas formas arquitetônicas.
FERNANDES, Antonio Manuel C.P. Clima, homem e arquitetura. Goiânia: Trilhas Urbanas, 2006, p. 58.
A partir das colocações do autor, “construir sombra” consiste em
projetar considerando sempre a adoção de generosos beirais, aos moldes das construções coloniais, que invariavelmente faziam uso desse recurso para proteger as fachadas e, na medida em que diferentes acabamentos eram utilizados em sua confecção, contribuíam também para a diferenciação estética dos edifícios.
eliminar ou reduzir a entrada da radiação solar direta, o que pode ser obtido de diferentes modos, dentre os quais destacam-se a observação da orientação solar para definição da implantação e conveniente distribuição das aberturas nas edificações.
implantar as edificações observando-se a orientação solar, o que, para nós do hemisfério sul, significa priorizar as fachadas norte e oeste, que devem receber as porções dos programas que necessitam de maiores aberturas e superfícies envidraçadas.
aplicar recursos de sombreamento como os brises em todas as fachadas, independentemente da orientação solar, já que as condicionantes climáticas existentes em nossa região afetam igualmente todas as empenas das edificações.