John Ruskin, Viollet Le Duc, Alois Riegl, Cesare Brandi são pensadores europeus dos séculos XIX e XX que propuseram conceitos e linhas teórico práticas para orientar a abordagem do patrimônio edificado. Nesse contexto, os temas da ancianidade, da historicidade, da artisticidade, e dos valores atribuídos pela sociedade ao bem recebem tratamentos diferentes. Examine as citações abaixo:
I. “[... ] 0bserve a direção tomada sob a influência do dinheiro: o esforço supremo das classes dirigentes da sociedade europeia tende a tornar cada lugar do mundo tão parecido quanto possível aos Champs-Elysées de Paris. Em todo lugar onde a influência dessa sociedade educada faz-se sentir, os antigos edifícios são destruídos sem trégua: vastos hotéis semelhantes a cavernas e fileiras de casas para alugar, com suas altas janelas quadradas, aglomeram-se para tamparem os velhos edifícios detestados das grandes cidades da França e da Itália. Passeios atraentes, com fontes e estátuas, prolongam-se pelas avenidas, em outro momento, consagradas ao comércio; os salões de baile e os teatros elevam-se sobre a poeira de capelas desativadas e diluem-se na sombra humilhada da vida doméstica. E quando a nova rua [...] abriu seu caminho dentre os destroços dos monumentos históricos e consagrou pela sua simetria a ruína de tudo o que, em outro momento, inspirava a reflexão e requeria a atenção e a piedade, a cidade na sua brancura nova é aclamada por seu esplendor e os habitantes são louvados pelo seu patriotismo: um patriotismo que consiste em ultrajar a memória de seus pais e a submeter suas crianças a uma permanente tentação. ”
II. “[...]. Recentemente, nossa civilização aperfeiçoou muito a grande invenção da divisão do trabalho; mas o nome que nós lhe damos é falso. Para dizer a verdade, não é o trabalho que é dividido, mas os homens [...]. E o grande grito que se eleva de nossas cidades industriais, mais potentes que os foles de seus altos-fornos, tendo apenas um fato: doravante, produzimos tudo nas nossas usinas [...] exceto os homens.”
III. “[...] se não existe valor de arte eterno, mas somente um valor relativo, moderno, então o valor da arte de um monumento não é mais um valor de rememoração, mas um valor atual. A tarefa de conservação do monumento histórico deve tê-lo em conta, porque se trata para a arte de um tipo de valor prático e flutuante, e que exige tanto mais atenção quanto ela se opõe ao valor histórico, de rememoração do passado, do monumento.”
IV. “O restauro constitui o momento metodológico do reconhecimento da obra de arte, na sua consistência física e na sua dupla polaridade estética e histórica, com vistas a sua transmissão ao futuro. ”
V. “Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo em um estado que pode não ter existido nunca em um dado momento”.
VI. “quando se trata de completar um edifício em parte arruinado é necessário, antes de começar, tudo buscar, tudo examinar, reunir os menores fragmentos, e somente iniciar a obra quando todos esses remanescentes tiverem encontrado sua destinação e seu lugar [...] Ao reerguer as construções novas, [o restaurador] deve, tanto quanto possível, recolocar os antigos fragmentos, mesmo que alterados: é uma garantia que oferece da sinceridade e da exatidão de suas pesquisas.”
As citações acima são de autoria de:
I e II: Viollet Le Duc; III e IV: Cesari Brandi; V: Ruskin: VI: Viollet Le Duc
I e II: Cesare Brandi; III: Riegl: IV e V: Ruskin: VI: Viollet Le Duc
I: Ruskin; II e III: Riegl; IV e V: Viollet Le Duc, VI: Cesare Brandi
I e II: Ruskin; III: Riegl; IV: Cesare Brandi; V e VI: Viollet Le Duc
Nenhuma das alternativas anteriores.