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“Se a Semana é realizada por jovens inexperientes, sob o domínio de doutrinas europeias nem sempre bem assimiladas, conforme acentuam alguns críticos, ela significa também o atestado de óbito da arte dominante. O academicismo plástico, o romantismo musical e o parnasianismo literário esboroam-se por inteiro. Ela cumpre assim a função de qualquer vanguarda: exterminar o passado e limpar o terreno. (...)
Mario de Andrade dirá mais tarde que faltou aos modernistas de 22 um maior empenho social, uma maior impregnação “com a angústia do tempo”. Com efeito, os autores que organizaram a Semana colocaram a renovação estética acima de outras preocupações importantes. As questões da arte são sempre remetidas para a esfera técnica e para os problemas da linguagem e da expressão. O principal inimigo eram as formas artísticas do passado. De qualquer maneira, a rebelião modernista destrói o imobilismo cultural – que entravava as criações mais revolucionárias e complexas – e instaura o império das experimentações, algo de indispensável para a fundação de uma arte verdadeiramente nacional.”
(ver http://bndigital.bn.gov.br/a-semana-de-arte-moderna)
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A partir da leitura do fragmento acima, escolha a alternativa abaixo, que esclareça os ideais da Semana de Arte Moderna, não apenas como um mero experimento, mas, sobretudo, como um processo revolucionário, fundamental para as transformações nas artes brasileiras:
A ideia de muitos modernistas era adaptar as influências de uma vanguarda europeia para criar uma arte autenticamente brasileira.
A Semana de Arte Moderna, embora quisesse romper com as influências das vanguardas europeias, não trouxe grandes transformações, como se pretendia.
Os idealizadores da Semana de Arte Moderna queriam se inspirar nas vanguardas europeias para uma valorização do nacional.
Diversos intelectuais, dentre os quais, artistas, músicos, arquitetos, escultores, poetas, artistas plásticos e escritores participaram da Semana de Arte Moderna com suas ideias modernistas.
A Semana foi um divisor de águas para a consciência da necessidade de redefinição e, sobretudo, de valorização da cultura brasileira, mas igualmente de rompimento com o academicismo da época e suas influências clássicas europeias.