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A Literatura de Cordel no Brasil vem ganhando maior espaço e visibilidade, ao longo das décadas, porque tem se reinventado, transformando o seu status de tradição do passado, ligado à cantoria e à oralidade do interior para apropriar-se das tecnologias da comunicação e informação do tempo presente, rompendo, de certo modo, com as suas raízes tradicionais. Esta adaptação dos poetas ao novo contexto pode ser comprovada na permanência e vigor da produção e circulação do cordel que, na década de 1970, foi condenada à morte e desaparecimento eminentes face ao advento das novas tecnologias da época (rádio e televisão). Hoje, os poetas cordelistas se adaptam, recriando novas estratégias de produção e circulação, apropriam-se das novas tecnologias, reinventam suas práticas e superam desafios. Por esta razão, conseguiram conquistar novos espaços de performance, de linguagem, de produção, circulação e de diálogo com as novas mídias no século XXI, ou seja, conseguiram desenvolver uma literatura de cordel a partir da reinvenção da tradição sem se afastar dos seus elementos fundadores que fez com que se tornasse patrimônio cultural imaterial.
É CORRETO afirmar que a Literatura de Cordel está em processo de:
Evolução, pela necessidade de atender às exigências dos tempos modernos, com as demandas do público, a variação temática, os novos suportes, novas linguagens e meios de difusão e circulação.
Adaptação, porque precisa romper totalmente com a tradição do passado e se modernizar.
Manutenção da tradição na qual a cadeia produtiva do cordel encontra-se ancorada.
Ruptura total com o passado e busca de novas estratégias de sobrevivência.
Continuidade da tradição,sem a necessidade de novas reinvenções.