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No poema “Nordestino, Sim, Nordestinado, Não”, Patativa do Assaré tece uma crítica contundente ao que representa para ele ser nordestino com orgulho e o que não pode rimar com 'nordestinado'.
Nunca diga nordestino
Que Deus lhe deu um destino
Causador do padecer,
Nunca diga que é o pecado
Que lhe deixa fracassado
Sem condição de viver
Não guarde no pensamento
Que estamos no sofrimento
É pagando o que devemos,
A Providência Divina
Não nos deu a triste sina
De sofrer o que sofremos.
Deus o autor da criação
Nos dotou com a razão
Bem livres de preconceitos,
Mas os ingratos da terra
Com opressão e com guerra
Negam os nossos direitos.
Não é Deus que nos castiga,
Nem é a seca que obriga
Sofrermos dura sentença,
Não somos nordestinados,
Nós somos injustiçados
Tratados com indiferença.
(...)
Já sabemos muito bem
De onde nasce e de onde vem
A raiz do grande mal,
Vem da situação crítica
Desigualdade política
Econômica e social.
(Patativa do Assaré In: Ispinho e Fulô, São Paulo: Hedra, 2005.).
A alternativa que traduz CORRETAMENTE o “sentimento de recusa” do Eu Lírico Patativa do Assaré é:
Não se limitar à visão que a sociedade tem do nordestino, com um destino traçado de sofrimento, mas convidar o povo a reagir e lutar diante das situações de injustiças e desigualdades políticas, sociais e econômicas.
Diz que o nordestino é um povo predestinado ao êxodo rural e a se contentar com a sua sorte.
Convidar os nordestinos a uma conscientização do seu lugar no mundo.
Pela falta de consciência do povo brasileiro e a exploração dos nordestinos.
A recusa do medo, do sofrimento enfrentado pelo nordestino.