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Inquieta-me a colonialidade do poder, do saber e do ser na América Latina que, refletida na arte, na educação, nas academias, nos cursos, nos currículos de formação inicial acadêmica docente em arte e nos processos formativos, privilegia uma matriz de conhecimentos eurocêntrica/estadunidense e deslegitima os saberes, as histórias, a arte e a cultura latino-americanas.
MOURA, Eduardo Junio Santos. Arte/Educação decolonial na América Latina. Cadernos de Estudos Culturais 1. n. 21, 2019.
Quanto à formação dos professores de arte no Brasil, assinale a alternativa correta.
O colonialismo como estrutura de poder, dominação e exploração atingiu pontos fulcrais na América Latina e opera até a época contemporânea. Pretende-se na formação de professores de artes, pelo conceito de colonialidade, curar feridas coloniais que são profundas e abertas.
Na formação dos professores de artes no Brasil, houve uma profunda mudança de paradigma na construção do pensamento em que se deslegitimou a arte a partir de uma perspectiva europeia e americana para instaurar o paradigma decolonial.
O sentido decolonial implica pensar a partir das categorias não incluídas nos fundamentos do pensamento ocidental; implica legitimar formas de pensar e de conhecer gestadas apesar dos silenciamentos/apagamentos teóricos e da hierarquização que inferioriza pensadores e pensadoras de outros contextos, especialmente da América Latina.
O desafio de pensar ensinos e aprendizagens de artes na perspectiva decolonial está em constituir, desde a formação inicial docente, conhecimentos híbridos que mostrem a epistemologia da América Latina na história da arte ocidental.
O pensamento epistemológico das diversidades pressupõe o reconhecimento de que o colonialismo legou aos povos colonizados uma dominação epistemológica que produziu relações baseadas na igualdade do saber/poder.