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"Tarsila conheceu em 1923 em Paris o poeta francês Blaise Cendrars. Ficaram muito amigos. Blaise apresentou a Tarsila toda a intelectualidade da época como Picasso, Léger, Brancusi, Stravinsky, Jean Cocteau, dentre outros. Léger foi professor de Tarsila e ela aprendeu a técnica cubista com ele. Blaise adorava o Brasil e queria muito conhecer o nosso país. Em 1924 ele veio, e, para mostrar o Brasil para ele, o grupo modernista o levou para o Rio de Janeiro. Blaise ficou encantado com as rodas de samba e com a alegria do povo. Depois foram passar a Semana Santa nas cidades históricas de Minas Gerais. Blaise ficou impressionado com a obra do Aleijadinho. Tarsila contou que lá ela encontrou as cores que ela gostava na infância, as cores caipiras. Tarsila fez uma série de desenhos nesta viagem, e depois, alguns se tornaram quadros belíssimos, como este, datado de 1924. Nesta obra, ela pintou a Torre Eiffel e usou a técnica cubista em uma paisagem bem brasileira, com a fauna, a flora e o povo brasileiros presentes na pintura. Tudo isso com a beleza das cores caipiras. O quadro está na Pinacoteca de São Paulo".
Fonte (adaptada): https://tarsiladoamaral.com.br
A obra de Tarsila do Amaral que o excerto acima faz referência é denominada:
A Negra.
Vilarejo com Ponte e Mamoeiro.
Caipirinha.
Carnaval em Madureira.