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O romantismo da literatura serviu como ponto de partida para a deflagração do movimento na música, que, desejando se livrar dos efeitos normativos da forma “clássica”, adotou o folclore medieval e as obras de Goethe, Schiller, Heine e Shakespeare como fontes de inspiração.
Segundo Fonterrada (Marisa T. de O. Fonterrada. De tramas e fios: um ensaio sobre a música e educação), dentre as características dessa tendência destaca(m)-se também:
crença no poder de influência da música no humor e no espírito dos cidadãos, o que exigia o incentivo na formação de artistas executantes para além do funcionalismo público.
O pano de fundo do cristianismo, influenciando a articulação entre música e liturgia, solicitando-se justificativa teológicas e fundamentos teológicos para as abordagens musicais.
as influências neoplatônica e neopitagórica, que compreendem a música como parte de uma estrutura cognitiva de base numérica e não verbal.
o extremo individualismo e a busca de excelência técnica (virtuosismo), tanto no terreno da composição quanto no da interpretação. Abre-se espaço para a valorização da intuição e da emoção subjetiva.
a compreensão da música como análoga à retórica, isto é, análoga à “arte do bem falar”, ligando-se à oratória, com preceitos utilizados em todas as composições literárias.