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Para Israel Pedrosa (1982) a proximidade entre os três elementos étnicos fundamentais da população brasileira constituiu um gosto estético mestiço que se distanciou de cada grupo original – europeu, africano, indígena. A esse propósito, é correto afirmar que
na arte popular brasileira a vivacidade do colorido está intimamente ligada às reminiscências e influências dos amuletos, oratórios, estandartes, paramentos, máscaras e alegorias usadas nos cultos religiosos e folguedos populares.
os indígenas brasileiros, assim como os Bororo orientais, não distinguiam verde e azul, apesar de possuírem domínio de várias cores na produção de elaborados objetos de cerâmica com o uso de pigmentos de origem vegetal.
verde, amarelo e branco foram cores predominantes no período colonial em altares, forros de igreja, oratórios e estandartes, sendo retomados posteriormente para definição das cores da bandeira do Brasil.
um dos principais artistas ligados a criação da Imperial Academia de Belas Artes e importante exponente do absolutismo neoclássico no Brasil foi Alfredo Volpi.
as cores presentes na arte indígena brasileira são extraídas, em sua totalidade, de pigmentos de origem vegetal, não existindo nenhum tipo de uso de elementos de origem animal.