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Durante o século XIX, o Brasil passou por transformações oriundas do impacto da industrialização no país. Assim, “a Arte-Educação assumia então um papel diferente, representando o instrumento através do qual se preparavam competentes profissionais do desenho para ajudar a Nação a vencer a concorrência comercial com a Europa” (Barbosa, 1988, p. 41-42). O desenho industrial foi uma conquista na Arte-Educação, mas, também, ao mesmo tempo, deu início a um conflito entre as Belas Artes e as Artes Industriais, visto que se “explicitou a exigência do desenho na escola especificamente para ser usado em fábricas, não para as Belas Artes ou a expressão criativa, dando importância apenas ao seu aspecto técnico” (Barbosa, 1988, p. 42). Nesse contexto, a educação sofreu a influência de duas correntes filosóficas. A primeira interferiu por meio de elementos que lutavam a favor da revolução industrial, enxergando o ensino do desenho como uma iniciação profissional. Nesse momento, o desenho geométrico e industrial se apresentava como um meio de educar para o trabalho e, também, para desenvolver valores estéticos e espirituais. A segunda, almejava a educação da mente em prol do progresso social e político. Nessa perspectiva, o desenho era visto como uma etapa que poderia contribuir para o estudo da ciência, o qual era submetido a padrões estéticos que eram reduzidos à geometria (Barbosa, 2012). As duas correntes filosóficas referidas nos textos são, respectivamente:
O liberalismo e o positivismo.
O dadaísmo e o futurismo.
O idealismo e o materialismo.
O pragmatismo e o existencialismo.
O niilismo e a metafísica.