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A Dra Nise da Silveira, fundadora do Museu do Inconsciente...

A Dra Nise da Silveira, fundadora do Museu do Inconsciente, rejeitava, em relação aos internos dos hospitais psiquiátricos, a palavra paciente: “Paciente! Que coisa ruim. Paciente é uma coisa passiva. Que se trabalha em cima. Não chamo ninguém de paciente. Considero o maior insulto do mundo”. Como alternativa a este termo, ela determinava o uso da palavra:


A

clientes, para reforçar a relação de troca, mas preferia sempre se referir a eles pelos nomes. Cada pessoa é um universo.


B

doentes, para reforçar a relação de cuidado, reforçando a doença como lugar identitário. É preciso se afirmar como doente.


C

ocupantes, para que a identificação com o leito ocupado ocorresse de forma mais eficiente. O leito é o lugar de cura


D

deficientes, por considerá-los sujeitos sofrendo da falta estrutural e fundadora de habilidades mentais. A deficiência corresponde ao sujeito.


E

videntes, por entender que estavam aptos a ver realidades inacessíveis às pessoas normais. Cada visão é uma realidade paralela.