Nesse quadro de globalização, é de fundamental
importância o aporte que, sob variadas formas, lhe é
dado pela tecnologia; uma área em que a tecnologia
mostra-se indispensável é o mercado financeiro, cujo
funcionamento, nos padrões atuais, requer uso
intensivo da informática, da comunicação instantânea
e da rede mundial de computadores.
O último encontro dos dirigentes do G–7 (na
realidade, G–8, com a inclusão da Rússia no grupo
formado pelos sete países capitalistas mais ricos),
ocorrido em Gênova, na Itália, produziu, a partir do
confronto com as forças policiais, a primeira morte
entre os manifestantes contrários à forma pela qual a
globalização está sendo conduzida.
Considerando a expressão "fim da História", utilizada nos anos 90 por um determinado autor, é correto afirmar que ele se referia a uma nova realidade mundial que, sem a presença da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e da bipolaridade ideológica típica da Guerra Fria, abriu campo generoso à ação hegemônica de uma Europa unificada economicamente, coesa sob o ponto de vista político e militarmente bem preparada.
A República Popular da China tem procurado abrir espaços para atuar no mercado mundial, porém o faz rejeitando submeter-se às normas hoje existentes, na presunção de que sua força militar e demográfica será o bastante para garantir-lhe a hegemonia do que restou do bloco socialista.