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As nações ocidentais, principalmente as que têm suas empresas nos países que enfrentam as revoltas populares, repudiam as ditaduras por entenderem que os Estados democráticos devem prevalecer e por considerarem mais fácil negociar a exploração de petróleo com governos não ditatoriais.
É cada vez maior a dependência das economias nacionais, em especial das mais desenvolvidas, à frente os Estados Unidos, por recursos não renováveis produzidos no exterior do país. Por isso mesmo, inúmeros e recentes conflitos internacionais têm como verdadeira causa:
o controle de fontes energéticas, em especial o petróleo.
o controle das grandes rotas marítimas de comércio.
a ocupação física das florestas.
o domínio de áreas estratégicas do ponto de vista militar.
a subordinação de contingentes populacionais a serem usados como mão-de-obra barata.
Os preços atuais do petróleo no mercado internacional, considerados elevados pelos consumidores, não impactaram ainda as economias nacionais importadoras de petróleo.
A variação do preço do petróleo no mercado mundial está sujeita aos mais diversos fatores, que vão da pura especulação à instabilidade política nas grandes áreas produtoras, como tem ocorrido, nos últimos tempos, no Oriente Médio e na Venezuela, por exemplo.
O fim da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), determinado pelas múltiplas dissenções entre seus integrantes, acabou minimizando, para os países importadores de petróleo, os efeitos de uma eventual nova crise mundial.
Dessa vez, Saddam Hussein não pôde ser o bode expiatório de mais uma crise internacional: por causa do embargo que lhe foi imposto pela ONU, o Iraque não extrai petróleo desde o fim da Guerra do Golfo, exatamente porque não tem a quem vender.
A recente alta de preços do petróleo deveu-se, sobretudo, à intransigência dos produtores árabes que, com a Arábia Saudita à frente, recusaram-se a atender aos apelos vindos de todas as partes do mundo para que aumentassem sua produção e, assim, forçassem a queda nos preços.