O Aedes Aegypti começou a reinfectar o Estado de São Paulo há pelo menos uma década, sem que houvesse campanhas eficientes para detê-lo. O resultado foi a multiplicação dos casos de
A tese de que a AIDS não pode ser vista como uma doença
propícia a gerar negócios lucrativos, graças ao alto preço dos
medicamentos usados em seu tratamento, sofreu rude golpe
quando a Organização Mundial do Comércio (OMC), no final
de 2001, adotou a resolução que proíbe a quebra de patentes
de fármacos, atingindo frontalmente países como o Brasil,
dispostos a produzirem genéricos — bem mais baratos —
para o tratamento de seus pacientes infectados pelo HIV.
Apesar dos números chocantes, como os apresentados pelo
texto, sabe-se que a disseminação da AIDS no continente
africano, especialmente na porção centro-meridional de seu
território, atravessa estágio de franco declínio, o que permite
vislumbrar, a curto e a médio prazos, a reversão do atual
quadro.
Causou surpresa o fato de a decisão oficial brasileira de pôr
em prática uma política de tratamento aos atingidos pelo HIV
e de estímulo à fabricação de genéricos ter sido combatida e
derrotada em fóruns internacionais, como o da Organização
Mundial do Comércio, além de não ter recebido o esperado
apoio de organizações não-governamentais do exterior.
Na difícil batalha pela redução do preço dos medicamentos, o
governo brasileiro tem estimulado a fabricação de remédios
por instituições estatais, como é o caso da Fundação
Osvaldo Cruz, e chegou a quebrar a patente de um desses
medicamentos para forçar o laboratório multinacional que o
fabrica a baixar o preço cobrado.
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