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Ele amanheceu desfigurado no jardim de um museu em...

Ano: 2021
Prova: UERJ - CBM RJ - Oficial do Corpo de Bombeiros Militar - 2021

Ele amanheceu desfigurado no jardim de um museu em Tervuren, na Bélgica. Foi manchado de tinta vermelha em Bruxelas, Halle, Oostende e Gante. Foi incendiado em Antuérpia, e na cidade de Ghent sua cabeça apareceu vendada e amordaçada por uma faixa dizendo “não consigo respirar”, palavras finais de George Floyd, homem negro asfixiado por um policial branco nos E.U.A. Ele é Leopoldo II, que reinou na Bélgica de 1865 a 1909 e foi responsável pela morte de milhões de africanos, onde hoje fica a República Democrática do Congo. Espalhados pelo país, seus bustos e estátuas viraram o alvo preferencial dos belgas que aderiram aos protestos pela morte de Floyd. “Não há estátuas de Hitler em pleno centro de Berlim; por que tenho que passar em frente a esse tirano todos os dias?”, pergunta Simon Schoovaerts, uma das 47164 pessoas que assinaram uma petição para tirar Leopoldo II das ruas. De uma altura que ultrapassa cinco metros, a figura de barbas longas olha justamente para o bairro africano de Bruxelas, o Matonge, que concentra parte dos 120 mil residentes de origem congolesa no país.

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ANA ESTELA DE SOUZA PINTO

Adaptado de folha.uol.com.br, 05/06/2020.

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Imagem associada para resolução da questão

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Estátua de bronze do rei belga Leopoldo II

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A situação narrada na reportagem apresenta um exemplo de conflito associado à revisão de celebrações em torno de personagens, em especial, autoridades governamentais.

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Esse conflito se estabelece em torno de duas noções principais, que são:


A

equiparação jurídica e luta de classes


B

reparação histórica e batalha de memórias


C

superação da hierarquia e disputa de raças


D

restauração da verdade e guerra de ideologias