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E o Mato Grosso? Passada a febre do ouro, ali surgiu uma...

E o Mato Grosso? Passada a febre do ouro, ali surgiu uma indústria doméstica que supriu a necessidade de produtos da terra, como farinha de mandioca, arroz, feijão, açúcar, aguardente, azeite de mamona, algodão. Os polos mais dinâmicos se encontravam nas fazendas de gado estabelecidas nas cabeceiras do Pantanal Mato-grossense, cujos bois eram vendidos em Minas Gerais. (pp.91)


A província começou a crescer (...) com a exportação de poiaia ou ipeacuanha, planta antiga, conhecida dos povos indígenas, que tinham repassado seu conhecimento aos colonizadores. A poiaia chegou a ser o segundo contribuinte dos cofres da província de Mato Grosso, devido a sua exportação principalmente para a Europa. (pp.91-92)


Mais à frente, a criação de gado e a lavoura – que tinham transformado Livramento, Santo Antônio do Rio Abaixo e Chapada dos Guimarães, nos grandes celeiros da capital -, entraram em colapso (...). (pp. 93)

Fragmentos extraídos de: PRIORE, Mary Del. Histórias da Gente

Brasileira. Volume 2: Império. Leya Editora, São Paulo, 2016.

Quanto às informações acerca de parte da história da economia mato-grossense, pode-se afirmar que:


A

a mineração, desde as primeiras descobertas auríferas, manteve-se à frente das receitas da Província e, posteriormente, do estado do Mato Grosso, até os dias atuais


B

a pecuária, durante o período colonial, havia se transformado na principal atividade econômica de exportação para a Europa, declinando no decorrer do século XIX


C

um dos principais motivos do declínio das atividades econômicas ligadas à pecuária e à lavoura de Mato Grosso, ainda no século XIX, foi o fim do trabalho escravo


D

a Guerra do Paraguai, que se estendeu de dezembro de 1864 até março de 1870, contribuiu para incrementar a economia da Província nas rotas fluviais na bacia do Prata