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Balanço divulgado mostra que 720 praias foram afetadas pelo desastre ambiental que teve início em agosto. Mais de 70% dos municípios no litoral nordestino tiveram registros que já se expande para o litoral do Espírito Santo e, recentemente, chegou ao litoral Norte do Rio de Janeiro. Os dados são do último levantamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), divulgado nesta quinta-feira (21). A substância já afetou 141 animais na costa, de acordo com outro balanço do Ibama, publicado na quarta (20). Desses, 100 foram localizados mortos e apenas 41 sobreviveram. As tartarugas marinhas são as mais atingidas: 96 tartarugas, de diferentes espécies, foram contaminadas. A investigação para determinar a origem do poluidor que contamina as praias brasileiras ainda não foi concluída. Até o momento, ninguém foi indiciado pela Polícia Federal, que acompanha o caso.
Fonte: https://g1.globo.com/
De acordo com a Petrobras e Marinha Brasileira, como é definida a substância altamente poluidora que atinge várias praias do litoral brasileiro:
A substância é petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo. Trata-se de hidrocarboneto, conhecido como piche, e é a mesma em todos os pontos analisados.
Óleo de cozinha e gordura vegetal hidrogenada residual, utilizados no processo de frituras de alimentos, encontram-se entre os resíduos que, infelizmente, não possuem um método definido para o seu gerenciamento, ou seja, manuseio, coleta, tratamento e, por fim, descarte.
Este lixo marinho é plástico em estado avançado de decomposição. Fatores como o descarte incorreto dos banhistas, de embarcações e falta de coleta seletiva em determinadas regiões faz com que esse resíduo decomposto entre em contato no ambiente marinho e acarrete diversos tipos de problemas para o ecossistema.
A Associação Internacional de Resíduos Sólidos (Iswa, na sigla em inglês) estima que 25 milhões de toneladas de resíduos sólidos foram despejados nos oceanos.
Medicamentos, drogas e esgoto doméstico. São esses objetos que compõem a maior parte da poluição dos mares brasileiros, segundo levantamento realizado pelo Instituto Oceanográfico (IO) da USP e a Plastivida (Instituto Socioambiental dos Plásticos).