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Em agosto de 2020, com a mediação dos Estados Unidos, Israel e Emirados Árabes chegaram a um acordo para a normalização das relações diplomáticas entre as duas nações, pelo qual Israel concordou em suspender a aplicação da declaração de soberania sobre as áreas da Cisjordânia.
O impacto geopolítico desse acordo no Oriente Médio está descrito corretamente em:
os Emirados Árabes projetam-se como defensores da causa palestina para o mundo árabe e como interlocutores de Israel para os Estados Unidos, ampliando a própria liderança na região;
Israel busca estabelecer a paz com o mundo árabe e islâmico, encaminhando o processo diplomático de reconhecimento de um Estado Palestino independente na Cisjordânia;
os movimentos islâmicos Hamas e Fatah e a Autoridade Palestina aproximam-se mais do Irã, com quem compartilham a oposição a Israel e a orientação religiosa xiita;
as autoridades norte-americanas consideram o acordo um trunfo político para a reeleição de Donald Trump e um avanço para a facção mais liberal do islamismo político da Irmandade Muçulmana;
a Arábia Saudita, tradicional aliada dos Estados Unidos e de Israel, apoia o fortalecimento regional dos Emirados Árabes, com os quais compartilha a manutenção da forma monárquica de governo.