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A contabilidade de mortos durante as operações policiais no Rio de Janeiro não pára de crescer. Dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública carioca mostram que a polícia matou, de janeiro a agosto deste ano, 870 suspeitos de serem criminosos, contra 747 no mesmo período de 2006 — um aumento de 16,4%. Os assassinatos detonaram uma crise entre o movimento de direitos humanos e o governo do Rio de Janeiro, que já anunciou a manutenção das ações nas favelas nos próximos quatro anos.
O primeiro grande incidente que mobilizou a sociedade civil ocorreu em junho, quando o Complexo do Alemão, conjunto de 13 favelas na Zona Norte do Rio, foi ocupado por policiais. A ação deixou 19 mortos, três deles adolescentes. Na ocasião, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República enviou um grupo de peritos para analisar a ocorrência de execuções. As mortes em batidas policiais são sempre registradas nos dados oficiais como “atos de resistência”, ainda que haja sinais de execução.
Correio Braziliense, 20/10/2007, p. 14 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a abrangência do tema por ele tratado, julgue os itens que se seguem.
O tráfico de drogas ilícitas liga-se ao crime organizado e age em escala mundial.