

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Nas próximas décadas, a Floresta Nacional de Carajás, uma área preservada no sudoeste do estado do Pará com cerca de 40 mil hectares - quase três cidades de São Paulo-, poderá perder 57% das espécies de morcegos encontradas na região (de um total de 83 espécies), 95% das de abelhas (de um total de 216) e até 70% das de aves (de um total de 501) em razão das mudanças climáticas, de acordo com estudos do Instituto Tecnológico Vale (ITV), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Pará (UFPA). Isso será reflexo da grande fragmentação dessa floresta e do consequente aumento dos efeitos de borda destes locais. Conforme o aquecimento global avança e a paisagem se transforma, os animais deverão se movimentar na paisagem, buscando locais mais favoráveis à sua sobrevivência.
Fonte: Morcegos evitam florestas deterioradas - https://revistapesquisa.fapesp.br/morcegos-evitam-florestas-deterioradas/
Para permitir esses deslocamentos, os pesquisadores argumentam que é preciso conectar Carajás a outras regiões bem conservadas das redondezas. De que maneira essa conexão natural será possível?
Criação de estradas que promovam o fácil escoamento da fauna para locais mais favoráveis à sobrevivência destes animais.
Organização de passagens subterrâneas que integram áreas de caverna e permitam a passagem de morcegos e outros animais.
Formação de áreas desflorestadas, abertas para facilitar o trânsito desses animais, sem a interferência de predadores.
Geração de pontes ecológicas que sobrepõem estradas e permitem a travessia de animais para áreas menos impactadas, preservando-se, assim, o clima original da floresta impactada.
Criação de corredores ecológicos com extensas áreas que consigam preservar o clima original da floresta impactada.