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O Clostridium difficile é o agente responsável pela colite pseudomembranosa frequentemente associada ao uso de antimicrobianos. É também relativamente comum seu isolamento em pacientes hospitalizados e, portanto, em algumas situações pode ser a causa de diarreia de origem hospitalar. O espectro da doença é variável, desde casos assintomáticos até casos graves. Assim, laboratorialmente é correto afirmar que:
as amostras devem ser conservadas e transportados em no meio de Cary-blair ou em formalina até a realização do teste (máximo de 72 horas).
quando presentes, as exotoxinas A e B podem ser detectadas nas fezes por imunoensaio de forma isolada ou conjunta, mas apresentam alta frequência de falso resultados positivos devido à baixa sensibilidade.
é uma bactéria aeróbica Gram-negativa e a transmissão se dá por contato com material fecal, razão pela qual os laboratoristas devem seguir as boas práticas de laboratório e as normas de biossegurança.
a cultura e o exame bacterioscópico são os exames conclusivos para o diagnóstico laboratorial da presença de Clostridium difficile.
a pesquisa da enzima glutamato desidrogenase (GDH) nas fezes pode ser realizada como teste de triagem, uma vez que cepas patogênicas, não patogênicas e outras espécies de Clostridium produzem elevadas concentrações dessa enzima.