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O Brasil está entre os países com os maiores índices de biodiversidade encontrados no globo terrestre. A grande extensão territorial, sua posição geográfica no globo e suas bacias hidrográficas influenciaram para que o país possuísse uma das maiores diversidades biológicas do planeta. Por tamanha complexidade e variedade biológica existente, o estudo da biodiversidade brasileira torna-se uma tarefa muito difícil de ser computada, tornando-se um dos maiores desafios do final do século XX e do início do século XXI. As complicações para este tipo estudo, geralmente se originam por intervenções antrópicas, fragmentação de habitats, desmatamento, agricultura, implantação de rodovias, estradas e expansão de cidades. Esses fatores, que reduzem os ecossistemas, podem levar as espécies à extinção e são oriundos, em sua maioria, das atividades humanas. Considerando aspectos e fundamentos da Biologia da Conservação, assinale a alternativa incorreta.
Outro problema oriundo dos fracionamentos de floresta é o isolamento das “ilhas de fragmentos”. Uma proposta para aliviar o efeito dos isolamentos desses micro-habitats são os corredores ecológicos ou corredores de biodiversidade, cuja função é conectar essas frações, possibilitando o fluxo de animais entre as “ilhas”.
Nas paisagens fragmentadas, além da perda da biodiversidade, ocorre também diminuição dos biomas, quebras dos fluxos ecológicos, mudanças na mortalidade e natalidade de espécies, alteração na polinização, especiação, competição, predação, mutualismo, perda da variedade genética e por fim, a extinção das espécies.
Um efeito da fragmentação da paisagem é a criação de manchas isoladas ao redor de ambientes não florestais ou “matriz inter-habitat”, nos quais, as bordas desses fragmentos, por estarem expostas a alterações bióticas, abióticas e ecológicas, diferem das matas interiores dos fracionamentos florestais, pois ficam expostas a inúmeros fatores de estresse como aumento da insolação, vento e umidade.
Outro fator do efeito de borda, além da mudança do microclima, é a eliminação da vegetação típica da mata. Com isto, plantas exóticas conseguem se estabelecer nas bordas, disputando por recursos com os indivíduos característicos do habitat, modificando a densidade das plantas. Com o estabelecimento maior das exóticas, animais não típicos conseguem se adaptar nessas bordas competindo, com outros, e eliminando e/ou predando organismos, até então, nativos do local.
Para habitats fragmentados, o efeito de borda pode ser considerado como um dos principais fatores que afetam populações vegetais e animais. Três tipos principais deste efeito podem ser reconhecidos: os abióticos (aumento dos ventos, variação na temperatura, etc.); os biológicos diretos (herbívora, predação, parasitismo, dispersão e polinização); e os biológicos indiretos (aumento da densidade de indivíduos devido à maior produtividade primária causada pelos altos níveis de radiação solar).