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A recente emergência de infecções humanas pelo vírus influenza H5N1 intensificou o debate sobre os fatores moleculares que determinam a adaptação de vírus aviários ao trato respiratório humano. Com base nesse cenário, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o papel do reconhecimento do ácido siálico pelas hemaglutininas virais nesse processo.
A especificidade da hemaglutinina por α-2,3-sialilglicanos, presentes predominantemente no epitélio intestinal de aves, é mantida durante a adaptação a humanos e favorece a infecção nas vias aéreas superiores.
A adaptação do H5N1 à transmissão eficiente entre humanos requer mutações que aumentem a afinidade da hemaglutinina por α-2,6-sialil-glicanos, mais abundantes no trato respiratório superior humano.
A capacidade do H5N1 de infectar humanos independe da especificidade de ligação ao ácido siálico, sendo regulada principalmente por fatores do hospedeiro como expressão de IFN-λ.
O tropismo do H5N1 por humanos depende da perda da função da neuraminidase, o que favorece o acúmulo de receptores no epitélio respiratório.
A ligação ao ácido siálico α-2,6 é característica exclusiva de vírus influenza humanos sazonais, estando ausente em qualquer subtipo H5.