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Biotecnologia: O caso da “desextinção” dos lobos-terríveis


Segundo reportagem publicada na Scientific American (2024), a empresa Colossal Biosciences anunciou avanços significativos em projetos de engenharia genética voltados à desextinção de espécies. Um dos marcos foi a criação de filhotes de canídeos com características genéticas derivadas do extinto lobo-terrível (Aenocyon dirus), espécie que desapareceu há cerca de 13 mil anos. Os cientistas sequenciaram partes conservadas desse material genético e compararam-nas com o genoma do lobo-cinzento (Canis lupus). A partir dessa comparação, foram selecionados trechos específicos relacionados a características morfológicas do ancestral extinto. O processo realizado incluiu as seguintes etapas:


1. Sequenciamento de fragmentos de DNA fóssil extraído de ossos do lobo-terrível encontrados em sítios paleontológicos.

2. Comparação do material genético com o genoma de lobos modernos para identificar genes correspondentes relacionados à morfologia, musculatura e pelagem.

3. Uso da técnica CRISPR-Cas9 para editar o DNA de células somáticas de lobos modernos, incorporando genes específicos compatíveis com os do lobo-terrível.

4. Transferência do núcleo dessas células editadas para óvulos anucleados, obtendo os embriões.

5. Implantação dos embriões em fêmeas receptoras.

6. Nascimento dos filhotes.


(Disponível em: www .scientificamerican.com/article/the-dire-wolf-isnt-back-but-heres-what-de-extinction-techcan-actually-do/ — texto adaptado especialmente para esta prova).


Com base no procedimento descrito, os filhotes obtidos podem ser classificados como:


A

Clones, pois são indivíduos geneticamente idênticos à espécie extinta a partir de DNA fóssil recuperado.


B

Quimeras genéticas, pois contêm populações celulares de espécies distintas.


C

Híbridos, pois foram cruzados com outra espécie para manter características evolutivas.


D

Transgênicos, pois receberam artificialmente trechos de DNA de outra espécie incorporados ao seu genoma.


E

Mutantes induzidos, pois foram gerados por exposição ao CRISPR sem inserção de novos genes.