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Leia o poema “A Arvore da Serra” (1912), de Augusto dos Anjos:
A Árvore da Serra
— As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho...
E preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!
— Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pôs almas nos cedros... no junquilho...
Esta árvore, meu pai, possui minh'almal!...
— Disse — e ajoelhou-se, numa rogativa:
“Não mate a árvore, pai, para que eu viva!”
E quando a árvore, olhando a pátria serra,
Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra.
A partir do poema, pode-se evocar a simbologia da árvore como elemento vital para o equilíbrio dos ecossistemas. Considerando os impactos ambientais associados à retirada inadequada de árvores em áreas de mananciais e serras, assinale a alternativa INCORRETA.
O desmatamento contribui para o assoreamento dos rios e lagos, pois a ausência da vegetação aumenta a erosão e o transporte de sedimentos para os corpos d'água.
A retirada de árvores favorece a eutrofização, uma vez que o aumento da decomposição de matéria orgânica rica em carbono oriunda da vegetação consome o oxigênio da água.
As matas ciliares atuam no controle do fluxo das águas e influenciam a temperatura aquática, ajudando a manter o equilíbrio térmico por meio do sombreamento dos rios e riachos.
O corte inadequado de árvores pode levar à bioacumulação de metais pesados nos organismos aquáticos pela liberação de contaminantes presentes no solo exposto.
A perda da vegetação nativa reduz a capacidade do ecossistema de filtrar poluentes e proteger a qualidade da água, agravando a vulnerabilidade dos mananciais.