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Um paciente de 42 anos, portador de talassemia major, está internado para transfusão de hemácias. Durante a triagem pré-transfusional, foram detectadas as seguintes alterações:
• Sorologia: anti-HIV, anti-HCV e HBsAg reagentes em teste inicial; exames confirmatórios pendentes.
• Imunoensaios detectaram anticorpos irregulares múltiplos: anti-C, anti-E e anti-K.
• Testes de biologia molecular indicaram ausência do gene para RhC e presença de RhE e K.
• Provas cruzadas: incompatibilidade parcial com hemácias ABO/RhD comuns.
• Histórico de múltiplas transfusões prévias, sem reações agudas.
Com base nesses dados, assinale a alternativa que apresenta a conduta transfusional segura mais adequada.
Transfundir hemácias compatíveis apenas por ABO e RhD, ignorando anticorpos irregulares e resultados moleculares, pois o paciente não apresentou reação aguda em transfusões anteriores.
Suspender qualquer transfusão até a completa confirmação sorológica, pois a presença de anticorpos múltiplos aumenta o risco de transmissão de HIV, HCV e HBV.
Liberar hemácias comuns, pois a incompatibilidade parcial e a presença de múltiplos anticorpos não contraindicam transfusão em pacientes com talassemia major.
Selecionar hemácias compatíveis por ABO, RhD e fenotipagem estendida (C-, E-, K-), realizando transfusão após confirmação molecular e sorológica, com monitoramento clínico próximo.
Realizar apenas transfusão de hemácias autólogas, mesmo sem disponibilidade imediata, para evitar qualquer risco de aloimunização ou transmissão de patógenos.