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“Dois homens se tornaram pais de gêmeos concebidos com material genético das duas famílias, em um caso inédito no Brasil. A fertilização in vitro utilizou óvulos doados por uma parente e dois embriões distintos foram formados, cada um com espermatozoides de um dos pais, sendo gestados por uma mulher que atuou como barriga solidária.”
(Adaptado de: IBDFAM, 2024. ‘Com barriga solidária, casal gay tem primeiros bebês com genes de dois pais no Brasil’. Disponível em: https://ibdfam.org.br/noticias/9412)
Com base nos princípios da embriologia animal e nas etapas do desenvolvimento embrionário humano, é correto afirmar que:
Cada embrião gerado neste caso resulta da fusão do núcleo haploide do óvulo da doadora com o núcleo haploide do espermatozoide de um dos pais, seguindo as etapas de clivagem, blastulação e gastrulação até a implantação uterina.
No caso de reprodução assistida entre dois pais, a clivagem inicial de cada zigoto ocorre após a fase de mórula, resultando em embriões geneticamente semelhantes por utilizarem óvulos de uma mesma doadora, mas com contribuição de espermatozoides diferentes.
A gestação por barriga solidária modifica as fases iniciais do desenvolvimento embrionário, uma vez que o ambiente uterino da gestante interfere na constituição genética dos gêmeos.
A divisão do embrioblasto em estágios avançados de desenvolvimento explica a ocorrência de gêmeos bivitelinos, geneticamente distintos, como no caso relatado.
O desenvolvimento dos embriões humanos formados por fertilização in vitro difere do natural por ocorrer sem a fase de mórula e sem a formação dos folhetos germinativos até o momento da implantação.