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A genética forense aplica conhecimentos de biologia...

A genética forense aplica conhecimentos de biologia molecular e genética para auxiliar a Justiça, analisando amostras biológicas (e.g., sangue, sêmen, saliva) em investigações criminais e cíveis. Também pode ser utilizada para a detecção de fraudes comerciais e no combate à venda de espécies animais e vegetais ameaçadas.

No setor pesqueiro, a perda de caracteres morfológicos devido ao processamento do pescado, comercializado em filés, postas ou produtos ultraprocessados, dificulta a fiscalização tradicional pois impede uma identificação taxonômica precisa dos organismos. Para contornar esse obstáculo, técnicas como o “DNA barcoding” permitem a extração, a amplificação e o sequenciamento de DNA diretamente do produto final bem como a comparação com bancos de dados de referência (e.g., GenBank) possibilitando a identificação e a comprovação de fraudes.


Considerando os fundamentos e limitações dessas abordagens, assinale a opção que mostra como a identificação molecular da espécie é viável.


A

A identificação molecular é baseada principalmente na expressão diferencial de genes específicos de cada espécie, o que permite distinguir organismos mesmo quando o DNA se encontra altamente fragmentado.


B

A amplificação por PCR de regiões altamente conservadas do genoma nuclear permite a identificação inequívoca da espécie, uma vez que tais regiões não sofrem pressão seletiva e acumulam mutações neutras específicas.


C

O sequenciamento de DNA em produtos processados depende da integridade de longos fragmentos genômicos, razão pela qual o sucesso da técnica está condicionado à mínima degradação do material genético original.


D

O uso de marcadores genéticos padronizados baseia-se na existência de regiões do genoma com baixa variabilidade intraespecífica e alta divergência interespecífica, permitindo discriminação confiável quando comparadas a bancos de dados de referência.


E

As regiões do DNA mitocondrial apresentam alta taxa de mutação e herança exclusivamente materna, o que garante variabilidade intraespecífica suficiente para distinguir indivíduos da mesma espécie e, simultaneamente, uniformidade interespecífica adequada para separar espécies próximas.