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Biólogos monitoraram a sobrevivência de uma espécie de pequeno mamífero marsupial arbóreo que habita uma paisagem severamente fragmentada por pastagens e monoculturas. A espécie funciona biologicamente sob a dinâmica de uma metapopulação, na qual subpopulações locais ocupam manchas isoladas de habitat e dependem do fluxo de indivíduos para evitar a extinção definitiva. A Figura 10 a seguir sintetiza os parâmetros de conectividade, tamanho do fragmento e as taxas demográficas observadas ao longo de cinco anos de amostragem em campo:
Fragmento florestal | Área da mancha de habitat | Conectividade com outros fragmentos | Taxa de extinção local observada | Taxa de colonização/ imigração |
Mancha X | Grande | Alta (presença de corredores ripários) | Baixa | Elevada |
Mancha Y | Pequena | Alta (presença de corredores ripários) | Alta | Elevada |
Mancha Z | Pequena | Baixa (matriz de pastagem aberta) | Alta | Extremamente baixa |
Figura 10
Fonte: Elaborado pelo autor (2026).
Com base nos conceitos de dinâmica de metapopulações e ecologia de paisagens, como em Townsend, Begon e Harper (2010) e nos dados apresentados, assinale a alternativa correta.
A mancha Z apresenta a dinâmica mais estável da paisagem para a conservação a longo prazo, pois o isolamento geográfico severo impede a entrada de patógenos externos e anula a competição interespecífica, garantindo o crescimento irrestrito da população.
As taxas de colonização evidenciadas nas manchas X e Y demonstram que os corredores ripários atuam como barreiras ecológicas para a fauna nativa, reduzindo o sucesso de dispersão desses mamíferos de pequeno porte pela matriz.
Embora a mancha Y possua uma taxa de extinção local elevada decorrente do seu tamanho reduzido, a sua alta conectividade permite que a subpopulação seja periodicamente salva da extinção definitiva pelo influxo constante de imigrantes, o chamado efeito de resgate.
A taxa de extinção local dos marsupiais é governada de forma exclusiva pelo grau de conectividade física da mancha, o que explica por que a mancha X e a mancha Y compartilham taxas de perda populacional idênticas no monitoramento.
Manchas grandes e conectadas, como a X, funcionam estritamente como “drenos” demográficos na paisagem, locais onde a mortalidade supera a natalidade e a persistência populacional depende unicamente do recebimento de indivíduos vindos de manchas isoladas como a Z.