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O marsúpio é uma prega cutânea abdominal sustentada por ossos que atua como uma câmara de incubação externa para filhotes que nascem em estado embrionário. Ele funciona como um nicho isolado onde o neonato completa seu desenvolvimento de forma segura.
A fauna da Austrália e de ilhas vizinhas apresenta elevada diversidade de mamíferos marsupiais, resultado de uma longa história de isolamento geográfico. Esse contexto favoreceu a diversificação de linhagens como cangurus, coalas, vombates e demônios-da-Tasmânia.
Com relação às características dos mamíferos marsupiais, afirma-se que
os marsupiais da Austrália constituem um grupo filogeneticamente mais próximo dos monotremados do que dos mamíferos placentários, devido ao compartilhamento da oviparidade em parte do ciclo reprodutivo.
se distinguem dos mamíferos placentários por apresentarem fecundação externa e desenvolvimento embrionário quase integralmente no interior do marsúpio e lactação por glândulas mamárias cutâneas.
a presença de marsúpio é uma característica presente em todos os marsupiais, constituindo uma sinapomorfia exclusiva do grupo, o que faz dos mamíferos um grupo parafilético, com diferentes origens.
apresentam placenta coriovitelínica pouco desenvolvida na maioria das espécies, gestação relativamente curta e os filhotes completam grande parte do desenvolvimento aderidos às glândulas mamárias, frequentemente no interior do marsúpio.
a distribuição atual dos marsupiais restringe-se à Austrália e às ilhas oceânicas adjacentes, não existindo espécies nativas em outros continentes em função dos processos de especiação típicos desses locais isolados.