Questões de Concursos Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

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Questão de Concurso - 1177405

Concurso Marinha Praça de 2ª Classe da Reserva da Marinha 2018

Questão 1

Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

Nível Médio

TEXTO 01 (Questões de 1 a 4)

Pastel de beira de estrada

Nós estávamos indo de carro de Porto Alegre para Passo Fundo, onde se realizava mais uma Jornada de Literatura (um inacreditável evento em que milhares de pessoas se reúnem para ouvir escritores, tratá-los como artistas de cinema e mandá-los de volta em caravanas, porque seus egos têm que ir em carros separados). O Augusto Boa!, a Lúcia e eu. Seria uma viagem de quatro horas· e tínhamos combinado que na metade do caminho pararíamos para comer pastéis.

Como se sabe, um dos 17 prazeres universais do homem é pastel de beira de estrada. Existe mesmo uma tese segundo a qual, quanto pior a aparência do restaurante rodoviário, melhor o pastel. Mas já estávamos no meio do caminho e nenhum dos lugares avistados nos parecera promissor, pastelmente falando. Foi quando o motorista revelou que conhecia um bom pastel. Nós talvez só não aprovássemos o local... Destemidos, aceitamos sua sugestão, antecipando o grau de sordidez do lugar e a correspondente categoria do pastel. E o motorista parou num shopping center que tem na estrada, á altura da cidade de Lajeado.

Não me lembro se a loja de pastéis tinha nome em inglês. Podia muito bem se chamar "Pastel's", ou coisa parecida. A loja do lado provavelmente era da Benetton e o shopping center podia ser em qualquer lugar do mundo. Alguém que se materializasse ao nosso lado e olhasse em volta não saberia em que país estava, muito menos em que estado ou cidade. Nem a visão do Augusto Boa! comendo um pastel o ajudaria. O Augusto Boa! viaja muito.

Estávamos, na verdade, no grande e prático Estados Unidos que se espalhou pelo mundo, e substituiu as ruas e as estradas dos nossos hábitos pela conveniência arcondicionada. E nada disto doeria tanto se não fosse por um fato terrível: o pastel estava ótimo. Estamos perdidos.

Veríssimo, L. A mesa voadora. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Em "Destemidos, aceitamos sua sugestão ( ... )" (§2°), a palavra sublinhada poderia ser substituída sem alteração de sentido por:

  • A.

    tímidos.

  • B.

    corajosos.

  • C.

    embaraçados.

  • D.

    amedrontados.

  • E.

    receosos.

Questão de Concurso - 1177406

Concurso Marinha Praça de 2ª Classe da Reserva da Marinha 2018

Questão 2

Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

Nível Médio

TEXTO 01 (Questões de 1 a 4)

Pastel de beira de estrada

Nós estávamos indo de carro de Porto Alegre para Passo Fundo, onde se realizava mais uma Jornada de Literatura (um inacreditável evento em que milhares de pessoas se reúnem para ouvir escritores, tratá-los como artistas de cinema e mandá-los de volta em caravanas, porque seus egos têm que ir em carros separados). O Augusto Boa!, a Lúcia e eu. Seria uma viagem de quatro horas· e tínhamos combinado que na metade do caminho pararíamos para comer pastéis.

Como se sabe, um dos 17 prazeres universais do homem é pastel de beira de estrada. Existe mesmo uma tese segundo a qual, quanto pior a aparência do restaurante rodoviário, melhor o pastel. Mas já estávamos no meio do caminho e nenhum dos lugares avistados nos parecera promissor, pastelmente falando. Foi quando o motorista revelou que conhecia um bom pastel. Nós talvez só não aprovássemos o local... Destemidos, aceitamos sua sugestão, antecipando o grau de sordidez do lugar e a correspondente categoria do pastel. E o motorista parou num shopping center que tem na estrada, á altura da cidade de Lajeado.

Não me lembro se a loja de pastéis tinha nome em inglês. Podia muito bem se chamar "Pastel's", ou coisa parecida. A loja do lado provavelmente era da Benetton e o shopping center podia ser em qualquer lugar do mundo. Alguém que se materializasse ao nosso lado e olhasse em volta não saberia em que país estava, muito menos em que estado ou cidade. Nem a visão do Augusto Boa! comendo um pastel o ajudaria. O Augusto Boa! viaja muito.

Estávamos, na verdade, no grande e prático Estados Unidos que se espalhou pelo mundo, e substituiu as ruas e as estradas dos nossos hábitos pela conveniência arcondicionada. E nada disto doeria tanto se não fosse por um fato terrível: o pastel estava ótimo. Estamos perdidos.

Veríssimo, L. A mesa voadora. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

O termo destacado em " Mas já estávamos no meio do caminho e nenhum dos lugares avistados nos parecera promissor,( ... )" (§2º) expressa uma ideia de:

  • A.

    explicação.

  • B.

    causa.

  • C.

    consequência.

  • D.

    adversidade.

  • E.

    adição.

Questão de Concurso - 1177408

Concurso Marinha Praça de 2ª Classe da Reserva da Marinha 2018

Questão 4

Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

Nível Médio

TEXTO 01 (Questões de 1 a 4)

Pastel de beira de estrada

Nós estávamos indo de carro de Porto Alegre para Passo Fundo, onde se realizava mais uma Jornada de Literatura (um inacreditável evento em que milhares de pessoas se reúnem para ouvir escritores, tratá-los como artistas de cinema e mandá-los de volta em caravanas, porque seus egos têm que ir em carros separados). O Augusto Boa!, a Lúcia e eu. Seria uma viagem de quatro horas· e tínhamos combinado que na metade do caminho pararíamos para comer pastéis.

Como se sabe, um dos 17 prazeres universais do homem é pastel de beira de estrada. Existe mesmo uma tese segundo a qual, quanto pior a aparência do restaurante rodoviário, melhor o pastel. Mas já estávamos no meio do caminho e nenhum dos lugares avistados nos parecera promissor, pastelmente falando. Foi quando o motorista revelou que conhecia um bom pastel. Nós talvez só não aprovássemos o local... Destemidos, aceitamos sua sugestão, antecipando o grau de sordidez do lugar e a correspondente categoria do pastel. E o motorista parou num shopping center que tem na estrada, á altura da cidade de Lajeado.

Não me lembro se a loja de pastéis tinha nome em inglês. Podia muito bem se chamar "Pastel's", ou coisa parecida. A loja do lado provavelmente era da Benetton e o shopping center podia ser em qualquer lugar do mundo. Alguém que se materializasse ao nosso lado e olhasse em volta não saberia em que país estava, muito menos em que estado ou cidade. Nem a visão do Augusto Boa! comendo um pastel o ajudaria. O Augusto Boa! viaja muito.

Estávamos, na verdade, no grande e prático Estados Unidos que se espalhou pelo mundo, e substituiu as ruas e as estradas dos nossos hábitos pela conveniência arcondicionada. E nada disto doeria tanto se não fosse por um fato terrível: o pastel estava ótimo. Estamos perdidos.

Veríssimo, L. A mesa voadora. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Em "quanto pior a aparência do restaurante rodoviário, melhor o pastel." (§2º), o sentido da frase é construído por meio de:

  • A.

    adjetivos semelhantes.

  • B.

    superlativos opostos.

  • C.

    verbos antagônicos.

  • D.

    substantivos sinônimos.

  • E.

    conjunções contraditórias.

Questão de Concurso - 1177549

Concurso Marinha Praça de 2ª Classe da Reserva da Marinha 2018

Questão 1

Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

Nível Fundamental

TEXTO 01

(Questões de 01 a 1 O)

A pipa e a flor

... Era uma vez uma pipa. O menino que a fez estava alegre, e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca ...

Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto ...

Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.

Mas aconteceu um dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá no quintal, uma flor. Ela já tinha encontrado muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos ...

A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa. Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias ...

E assim, resolveu mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarinho, ao lado da flor. E deu a linha para ela segurar. Ela segurou forte.

Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:

- Florzinha, me solta ...

E a florzinha soltou.

A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz.

Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo. ( ... )

(ALVES, Rubem. A pipa e a flor. São Paulo: Loyola, 2004, p. 12-24)

No trecho "O menino que a fez estava alegre, e imaginou que a pipa também estaria." (2° parágrafo), é possível compreender que:

  • A.

    na imaginação de uma criança, os objetos têm sensações como as dos seres humanos.

  • B.

    as crianças costumam acreditar que todos (seres humanos ou objetos) são felizes para sempre.

  • C.

    o personagem gostava de conversar com sua pipa e a imaginava sempre feliz.

  • D.

    personagem sentia-se alegre por ter comprado a pipa mais bonita e mais feliz de todas.

  • E.

    as crianças imaginam que as pipas ganham vida ao serem compradas.

Questão de Concurso - 1177552

Concurso Marinha Praça de 2ª Classe da Reserva da Marinha 2018

Questão 2

Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

Nível Fundamental

TEXTO 01

(Questões de 01 a 1 O)

A pipa e a flor

... Era uma vez uma pipa. O menino que a fez estava alegre, e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca ...

Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto ...

Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.

Mas aconteceu um dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá no quintal, uma flor. Ela já tinha encontrado muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos ...

A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa. Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias ...

E assim, resolveu mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarinho, ao lado da flor. E deu a linha para ela segurar. Ela segurou forte.

Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:

- Florzinha, me solta ...

E a florzinha soltou.

A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz.

Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo. ( ... )

(ALVES, Rubem. A pipa e a flor. São Paulo: Loyola, 2004, p. 12-24)

Assinale a opção que apresenta a figura de linguagem empregada predominantemente no texto quando narrado o encontro da pipa com a flor.

  • A.

    Comparação.

  • B.

    Hipérbole.

  • C.

    Personificação.

  • D.

    Antitese.

  • E.

    Metonímia.

Questão de Concurso - 1177553

Concurso Marinha Praça de 2ª Classe da Reserva da Marinha 2018

Questão 3

Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

Nível Fundamental

TEXTO 01

(Questões de 01 a 1 O)

A pipa e a flor

... Era uma vez uma pipa. O menino que a fez estava alegre, e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca ...

Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto ...

Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.

Mas aconteceu um dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá no quintal, uma flor. Ela já tinha encontrado muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos ...

A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa. Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias ...

E assim, resolveu mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarinho, ao lado da flor. E deu a linha para ela segurar. Ela segurou forte.

Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:

- Florzinha, me solta ...

E a florzinha soltou.

A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz.

Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo. ( ... )

(ALVES, Rubem. A pipa e a flor. São Paulo: Loyola, 2004, p. 12-24)

Sobre o trecho "Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse." (6º parágrafo), é correto afirmar que a pipa estava:

  • A.

    encantada pela flor.

  • B.

    atormentada pela flor.

  • C.

    preocupada com a flor.

  • D.

    com saudade do menino.

  • E.

    com ênsia de voar.

Questão de Concurso - 1177555

Concurso Marinha Praça de 2ª Classe da Reserva da Marinha 2018

Questão 4

Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

Nível Fundamental

TEXTO 01

(Questões de 01 a 1 O)

A pipa e a flor

... Era uma vez uma pipa. O menino que a fez estava alegre, e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca ...

Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto ...

Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.

Mas aconteceu um dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá no quintal, uma flor. Ela já tinha encontrado muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos ...

A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa. Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias ...

E assim, resolveu mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarinho, ao lado da flor. E deu a linha para ela segurar. Ela segurou forte.

Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:

- Florzinha, me solta ...

E a florzinha soltou.

A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz.

Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo. ( ... )

(ALVES, Rubem. A pipa e a flor. São Paulo: Loyola, 2004, p. 12-24)

Em "Só queria ser uma coisa: fazer o que florzinha quisesse." (6° parágrafo), o sinal de pontuação "dois pontos" foi utilizado antes de uma:

  • A.

    enumeração.

  • B.

    interrupção.

  • C.

    pausa.

  • D.

    contradição.

  • E.

    explicação.

Questão de Concurso - 1177557

Concurso Marinha Praça de 2ª Classe da Reserva da Marinha 2018

Questão 5

Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

Nível Fundamental

TEXTO 01

(Questões de 01 a 1 O)

A pipa e a flor

... Era uma vez uma pipa. O menino que a fez estava alegre, e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca ...

Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto ...

Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.

Mas aconteceu um dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá no quintal, uma flor. Ela já tinha encontrado muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos ...

A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa. Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias ...

E assim, resolveu mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarinho, ao lado da flor. E deu a linha para ela segurar. Ela segurou forte.

Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:

- Florzinha, me solta ...

E a florzinha soltou.

A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz.

Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo. ( ... )

(ALVES, Rubem. A pipa e a flor. São Paulo: Loyola, 2004, p. 12-24)

Assinale a opção em que se percebe que a pipa deseja viver uma nova realidade.

  • A.

    "Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto ... " (3º parágrafo).

  • B.

    "( ... ), olhou para baixo e viu, lá no quintal, uma flor." (5° parágrafo).

  • C.

    "( ... ), vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores." (4° parágrafo).

  • D.

    " ( ... ), e ela sentiu uma coisa estranha." (5° parágrafo).

  • E.

    "Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, ( ... )" (6° parágrafo).

Questão de Concurso - 1177559

Concurso Marinha Praça de 2ª Classe da Reserva da Marinha 2018

Questão 6

Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

Nível Fundamental

TEXTO 01

(Questões de 01 a 1 O)

A pipa e a flor

... Era uma vez uma pipa. O menino que a fez estava alegre, e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca ...

Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto ...

Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.

Mas aconteceu um dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá no quintal, uma flor. Ela já tinha encontrado muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos ...

A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa. Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias ...

E assim, resolveu mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarinho, ao lado da flor. E deu a linha para ela segurar. Ela segurou forte.

Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:

- Florzinha, me solta ...

E a florzinha soltou.

A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz.

Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo. ( ... )

(ALVES, Rubem. A pipa e a flor. São Paulo: Loyola, 2004, p. 12-24)

Em "O menino que a fez estava alegre, ( ... )" (2° parágrafo), o pronome sublinhado refere-se á:

  • A.

    cara risonha.

  • B.

    pipa.

  • C.

    florzinha.

  • D.

    tira de papel.

  • E.

    boca.

Questão de Concurso - 1177561

Concurso Marinha Praça de 2ª Classe da Reserva da Marinha 2018

Questão 7

Ministério da Defesa - Marinha (ComDN)

Nível Fundamental

TEXTO 01

(Questões de 01 a 1 O)

A pipa e a flor

... Era uma vez uma pipa. O menino que a fez estava alegre, e imaginou que a pipa também estaria. Por isso fez nela uma cara risonha, colando tiras de papel de seda vermelho: dois olhos, um nariz, uma boca ...

Ô pipa boa: levinha, travessa, subia alto ...

Gostava de brincar com o perigo, vivia zombando dos fios e dos galhos das árvores.

Mas aconteceu um dia, ela estava começando a subir, correndo de um lado para o outro no vento, olhou para baixo e viu, lá no quintal, uma flor. Ela já tinha encontrado muitas flores. Só que desta vez os seus olhos e os olhos da flor se encontraram, e ela sentiu uma coisa estranha. Não, não era a beleza da flor. Já vira outras, mais belas. Eram os olhos ...

A pipa ficou enfeitiçada. Não mais queria ser pipa. Só queria ser uma coisa: fazer o que a florzinha quisesse. Ah! Ela era tão maravilhosa. Que felicidade se pudesse ficar de mãos dadas com ela, pelo resto dos seus dias ...

E assim, resolveu mudar de dono. Aproveitando-se de um vento forte, deu um puxão repentino na linha, ela arrebentou e a pipa foi cair, devagarinho, ao lado da flor. E deu a linha para ela segurar. Ela segurou forte.

Agora, sua linha nas mãos da flor, a pipa pensou que voar seria muito mais gostoso. Lá de cima conversaria com ela, e ao voltar lhe contaria estórias para que ela dormisse. E ela pediu:

- Florzinha, me solta ...

E a florzinha soltou.

A pipa subiu bem alto e seu coração bateu feliz.

Quando se está lá no alto é bom saber que há alguém esperando, lá embaixo. ( ... )

(ALVES, Rubem. A pipa e a flor. São Paulo: Loyola, 2004, p. 12-24)

Assinale a opção que apresenta um discurso direto.

  • A.

    " ... Era uma vez uma pipa." (1º parágrafo).

  • B.

    "Ela segurou forte." (9° parágrafo).

  • C.

    "- Florzinha, me solta ... " (11º parágrafo).

  • D.

    "Ah! Ela era tão maravilhosa." (6° parágrafo).

  • E.

    "E a florzinha soltou." (12º parágrafo).