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“Proveniente do latim factum (particípio passado do verbo facere – fazer) e diversus (diverso; que separa; que diverte), o fait divers é uma expressão francesa que tem sido traduzida para a língua portuguesa como ‘algo que faz divertir’, ‘algo que faz diverso ou diferente’, enfim, ‘fato que entretém’. No jornalismo, um fato torna-se notícia que é divulgada pelos meios de comunicação de massa ou mídia. Entreter alguém pode ser de várias maneiras, indo do hilariante ao trágico”. (trecho de “Fait divers: o atrator estranho do entretenimento”, de Christina Sega)
Os fait divers sempre existiram no jornalismo a partir da exploração de acontecimentos bizarros ou inacreditáveis, mas que chamavam muito a atenção dos leitores. Quando divulgados em grande quantidade, são nocivos ao jornalismo, principalmente porque:
são sempre falsos – por consequência, levam as empresas jornalísticas a perder credibilidade.
fazem com que os leitores acreditem que se trata das notícias mais relevantes do dia.
tendem a bagunçar os critérios de noticiabilidade empregados dentro de uma redação, fazendo com que os jornalistas se confundam durante o seu trabalho.
tornam o produto jornalístico menos rentável, uma vez que levam à perda de leitores.
não possuem interesse público, ou seja, não impactam de forma efetiva a vida de boa parte da população.