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O gênero pode ser considerado como um dispositivo prático para ajudar qualquer meio de massa a produzir de forma consistente e eficiente e a relacionar sua produção às expectativas do seu público. Uma vez que ajuda os usuários individuais da mídia a planejar suas escolhas, também pode ser considerado como um mecanismo para ordenar as relações entre produtores e consumidores. De acordo com Andrew (1984, p. 110), os gêneros (de cinema) são redes específicas de fórmulas que fornecem um produto garantido a um cliente que o espera. Eles garantem a produção de sentido ao regular, para o espectador, a relação dele com a imagem e a construção narrativa. Na verdade, os gêneros constroem os espectadores adequados ao seu próprio consumo. Eles constroem os desejos e depois representam a satisfação daquilo que provocaram. Dentro desses propósitos, gênero pode ser qualquer categoria de conteúdo que tenha as seguintes características, EXCETO:
A identidade foi estabelecida ao longo do tempo e observava convenções conhecidas.
Sua identidade coletiva é reconhecida aproximadamente do mesmo modo por quem produz (a mídia) e quem consome (públicos da mídia).
Um gênero específico seguirá uma estrutura da narrativa ou sequência de ação inesperada, recorrerá a um estoque imprevisível de imagens e terá um repertório de variações de temas básicos.
Esta identidade (ou definição) se refere a propósitos (tais como informação, entretenimento ou subvariantes), forma (duração, ritmo, estrutura, linguagem etc.) e sentido (realidade de referência).
O gênero depende do uso de um sistema de sentido ou “código” específico, que pode se basear em algum consenso sobre o sentido entre os usuários do código (se são codificadores ou decodificadores) em uma dada cultura.