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Para o teórico e cineasta russo Sergei Eisenstein a...

Para o teórico e cineasta russo Sergei Eisenstein a montagem é o elemento central e a força motriz da linguagem cinematográfica. No livro A Forma do Filme, Eisenstein destaca que a montagem permite uma recomposição emocional, intelectual e plástica de cenas filmadas. Dessa forma, ele estabelece uma poética da montagem que destaca pelo menos cinco elementos. São eles a montagem métrica, referente à duração dos planos; a montagem rítmica, que enfatiza a duração sentida pelo espectador; a montagem tonal, quando o movimento dos planos é percebido dentro de um sentido mais amplo; a montagem harmônica, quando os detalhes se aglutinam para criar uma cor e um tom predominantes às cenas; e, por fim, a montagem intelectual, que incide na colisão de imagens diferentes, muitas vezes próximas a uma dialética.


Acerca da teoria da montagem na linguagem e na teoria cinematográfica, assinale a alternativa correta.


A

No cinema russo silencioso, a montagem era realmente considerada o gesto que singularizava uma obra cinematográfica. Cineastas como Vesvolod Pudovkin, Dziga Vertov e Sergei Eisenstein realizavam experimentos teóricos e estéticos que valorizavam a centralidade da montagem. No cinema norte-americano, por outro lado, a montagem não tinha importância. Basta observar a obra de D.W. Griffith, que era preocupada unicamente com a narrativa.


B

Na montagem e na edição, ainda em filmes contemporâneos, as decisões sobre a continuidade são essenciais para a consolidação do estilo. A continuidade abarca a coerência lógica e sensível de tempo, espaço e a disposição de olhares dos espectadores sobre as cenas. Afirma-se que um filme é descontínuo quando quebra eixos, pontos de vistas e padrões da linguagem clássica cinematográfica, também chamada, por Ismail Xavier, vinda de uma estética naturalista, de cunho “transparente”.


C

Embora tenham exercido forte influência no cinema da nouvelle vague, as teorias russas da montagem, sobretudo de Vertov e Eisenstein, não tiveram impacto no cinema moderno brasileiro, seja no cinema novo, seja no cinema marginal.


D

O cinema cubano teve uma aguerrida assimilação das teorias e propostas da montagem russa. No seu livro Dialética do Espectador, o cineasta Tomás Gutierrez Alea defende que a montagem precisa estar a serviço da revolução estética e que seja uma forma de emancipação do espectador. Por isso, inclusive, defende um cinema de entretenimento.


E

Em suas teorias da montagem, Vesvolod Pudovkin, Dziga Vertov e Sergei Eisenstein possuíam algumas diferenças. Todos, no entanto, eram ferrenhos defensores do primado da continuidade dentro da estética cinematográfica.