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Lançado em 2008, Valsa com Bashir, de Ari Folman, é autointitulado um documentário animado. Narrado em primeira pessoa, o filme conta dos traumas vividos pelo diretor, personagem, e seus amigos israelenses, que faziam parte do exército durante a Guerra do Líbano de 1982.
A respeito dos aspectos formais desse filme e de sua relação com a animação, assinale a alternativa correta.
A expressão “documentário animado” não é teoricamente correta a já que a linguagem documental está associada à verdade e ao índice da tomada, e a animação é resultado de uma ilusão ótica.
A técnica de animação implementada mostra um cuidado em contribuir a animação a partir de depoimentos reais e, por isso, aproxima Valsa com Bashir do documentário. Mesmo que haja sequências encenadas e imaginadas ao longo do filme, elas carregam um estudo profundo de registros históricos, e, por essa razão, distanciam-se das técnicas ficcionais.
A partir dos experimentos de Eadwaerd Muybridge, a linguagem cinematográfica buscou distanciar-se da animação, considerando que a imagem em movimento possui uma autonomia diferente dos desenhos animados e cartoons.
A animação tem uma forte relação com a teoria cinematográfica. Não por acaso, Gilles Deleuze dedica boa parte do tomo A Imagem-Movimento à história e à linguagem da animação.
Ari Folman escolhe a linguagem animada e faz um relato em primeira pessoa. É a retórica de transmitir a sua experiência de vida que o vincula ao documentário.